segunda-feira, 6 de maio de 2013
Desenvolvimento espiritual - tão importante como todos os outros
Não sou católica, não tenho religião, nem sou adepta de práticas espirituais como a meditação. Mas, à minha maneira, acredito em tudo o que aqui é dito. Acredito em algo mais e acredito que, com o tempo, estou a desenvolver um outro nível de compreensão, novo e cada vez mais profundo e apurado. Todos os dias sei que não sei tudo , que estou longe de saber tudo, mas que sei um pouco mais do que aquilo que sabia ontem.
A saúde espiritual é vital para o nosso bem-estar, porque ter consciência de algo maior do que nós permite-nos ter paz no coração. Faz-nos sentir profundamente unidos.
Como podemos unir-nos a e explorar o poder do espírito de modo a podermos dirigir a nossa energia para canais de criatividade e manifestação? Tudo o que somos, e tudo o que vivemos, sentimos, escutamos ou tocamos é energia. Nós próprios não passamos de arco-íris de campos energéticos, uma dança de luz e sombras. A energia forma diferentes graus de velocidade e densidade, e difunde-se por todo o seu corpo físico e pelo seu exterior. A energia nunca pode ser apagada; simplesmente muda de forma. (...) A harmonia espiritual é alcançada ao reconhecer que há algo mais na vida do que aquilo que os nossos cinco sentidos nos dizem. É o desenvolvimento do sexto sentido, a consciência superior que nos leva para um novo nível de compreensão. O nome que geralmente se dá a esse sexto sentido é mente inconsciente. É um despertar interior.
A saúde espiritual consiste em aprender a confiar, mesmo quando sentimos não haver motivos para confiar. Consiste em abrirmo-nos à ideia de compreender que se encontra ali uma lição positiva e que esta será revelada com o tempo. Por vezes, a simples aceitação é mais poderosa do que uma quantidade de interrogações.
Albert Einstein declarou que a experiência de um homem é uma ilusão óptica da sua consciência, querendo dizer que aquilo que sentimos ser a "realidade" é totalmente subjectivo e que nos iludimos a acreditar no contrário. Pode pensar nisto como se se estivesse a olhar ao espelho. O "eu" que lhe retribui o olhar do espelho não é real, embora pareça que está ali outra pessoa. Já observou uma criança pequena a ver o seu reflexo no espelho e depois ir à roda até à parte de trás, para procurar a outra criança? Por vezes, como adultos, convém recordar que o medo, as emoções de baixa energia e as crença limitadoras são também ilusões.
A nossa voz de baixa energia, acompanhada de emoções de baixa energia como a fúria, a tristeza, o medo, a culpa e as crenças e decisões limitadoras, provém da nossa mente inconsciente. O nosso inconsciente é também o modo como nos unimos aos nossos sentimentos e palavras espirituais. Remover pensamentos e sentimentos de baixa energia deste fluxo de comunhão permite-nos aceder a e dialogar com a pessoa interior ou real, que se encontra naturalmente em equilíbrio e harmonia. Utilizar palavras que promovem a vida une-nos à voz de elevada energia e à verdadeira voz interior, dando assim um salto quântico para a frente, para acedermos à abundância e à alegria a todos os níveis.
In O Poder das Palavras, Yvonne Oswald
sábado, 4 de maio de 2013
Wonderland.
“Life is not what we live; it is what we imagine we are living.”
― Pascal Mercier, Night Train to Lisbon
― Pascal Mercier, Night Train to Lisbon
I truly wish sometimes I could "come down". Come down from the constant movie I live in. All around me seems to sparkle, every moment of my life has its own song and every song I am passionate about has a feeling associated to it. I just can't stop thinking and feeling so much about everything. Sometimes, I sit in my terrace getting some sun and, out of nothing, I have spectacular thoughts about the most little and insignificant things about life and the world and the universe and the things around us, and I laugh at myself alone, but I have the feeling I'm crazy and if I really tell these things to other people, they would mock me for it (and sometimes they do). Because it's just not normal. But sometimes I wish I could just live normally. I really do. As a normal person. I seriously do. I seriously wish for one day, things, people and situations could get by me as nothing really matters. I would like not to be so overwhelmed by everything all the time, that everything wouldn't have all this drama and movie-like intensity I feel it has.
But only for one day, just to see how "normal" people live. Then, I would like to come back to the cloud I live in, to the wonderland I create, because it's really wonderful to live like this. If I'm happy like this, why should I change, after all? Because people say so? One day I'll die and take nothing with me, except for myself. It is, indeed, with myself that I wake up every morning and go to sleep every night, it is me who looks at myself in the mirror everyday, I'm the one feeling the pain of my battles, I'm the one feeling the happiness of my conquers and little victories of everyday. So , ultimately, I'm the one to please first other than the others, and if I feel like living this way, let me live this way. I don't always think people get me, understand me, and very little know me for who I really am. Sometimes I feel a bit uncomprehended/misunderstood for seeing and living things differently and a little bit outside of the box... kind of like the little Prince (of the book) when he drew an elephant inside a snake (or a snake after eating an elephant) and the grown-up people, the people who think they know everything, saw a hat and asked him why would they be afraid of hats. Yes, that's it: one of my fundamental problems in life was always that I am too different from most of the people in the world and have a hard time adapting sometimes, just like a little child among grown-ups who thing they know everything.
I know at least I don't let life pass me by and I live it to its most. I know I'm alive from the very moment I wake up, until the moment when I go to sleep, and even my dreams are the craziest ever. I have life in its purest state, running through my veins.Yes, I'm naive, I'm a pure dreamer and I always see the best out of things and people. That can sometimes be worth of some disappointments, tears of hurt (there it is, the dramatic Claudia) , feeling of unfairness and sadness for sometimes seeing so much anger, range, bad will or resentment in other people (and I don't think anyone should live with so much hate inside, seriously, it's just too bad for you, much worse than smoking). But ultimately, for how many "wake up calls" I might have, at the end of the day, I can go to sleep with my conscious clean, I can say I did try my best to be the best person I can, and admit to myself I'm a happy person and no one, for how much they hurt me or disapprove me, can take that happiness away from me. It's an immense inner peace, a peace with myself, because I live up to what think life should be, I stand up to what I truly believe, be it acceptable by other people or not. It was (and still is, it never stops, fortunately) a long way to discover my true self, a long self-acceptance path, learning who I am, what I like, what I am passionate about, which kind of people I want to be around me, which kind of influence I want them to have, what kind of things I want to do and especially what I definitely DON'T want in my life, and how to be in peace with it and even spread it around me.
But I always live in such a beautiful way and always try to make other people live like that (I don't think I' successful in that, by the way, but at least I try, and it is as I always say: I may not follow the society rules, I may not follow any religion, I may have little morals and way too subjective concepts of what's right or wrong, but ultimately, I always want and wish the best for others and promote the good. I am not even a person who likes to keep resentments and even to the people that hurt me I wish the best). Even the down and most depressive moments of my life, always found a way to turn them around with sparkle, like glitters in the air, like a drama movie that ends up badly but has so much magic to it. It's like I live in a dream and sometimes people point it at me as a flaw...but why a flaw? Why not a virtue? Why should I ever "wake up"? Maybe I already did but want to pretend I didn't? Who knows? I, myself, am not even so sure about it, I'm too flexible, too open, too tolerant, too permissive of anything and with a much wider notion of "possible" than most people.
After all, it's all a matter of perspective......
I was already compared to an equation, from that point on, anything is possible.
quarta-feira, 1 de maio de 2013
Aquela paixão arrebatadora. Avassaladora. Que me tira tudo, que me deixa sem nada. Que me deixa sem fome, sem sono, sem motivação, sem vontade de fazer mais nada sem ser viver a paixão no seu máximo. Que me faz pensar que é para sempre, que é mesmo desta, com esta pessoa quero mesmo casar e ter filhos, e quero que eles tenham os olhos dele. Que me faz cometer loucuras desmedidas. Que faz alucinar, levitar, transpirar, arrepiar. Que me provoca um ciúme e um sentimento de possessão incrível e quase doentio, que essa pessoa só pode ser minha da mesma forma que eu sou apenas dessa pessoa. Que me faz ter vontade de morrer se não estiver perto. Que dá vontade de morder a pessoa até me fartar. Que dá a sensação que nunca me vou fartar. Que só o perfume dessa pessoa me faz entrar em delírio, só o pensamento dá um friozinho e uma pressão na barriga. Que me faz sofrer e chorar até não haver mais lágrimas. Que a vida parece não ter sentido sem essa pessoa, e que mais valia morrer sem ela. Que podia morrer por ela.
Não é amor, está longe de ser amor. É paixão.
E eu sinto muito a falta de viver (de novo) algo assim.
Parece-me que a vida tem um pouco menos de piada e picante sem isto.
terça-feira, 16 de abril de 2013
Ich stehe vor dem Nichts
Ich stehe vor dem Nichts.
I stand before nothingness.
Estou perante nada.
Sleight of hand,
Jump off the end.
Into a clear lake,
No one around.
Just dragonflies,
Flying to the side.
No one gets hurt,
You're doing nothing wrong.
Slide your hand,
Jump off the end.
The water's clear and innocent.
The water's clear and innocent.
Jump off the end.
Into a clear lake,
No one around.
Just dragonflies,
Flying to the side.
No one gets hurt,
You're doing nothing wrong.
Slide your hand,
Jump off the end.
The water's clear and innocent.
The water's clear and innocent.
domingo, 14 de abril de 2013
Daquilo a que chamam de Normalidade
Apresento-vos a minha cara amiga Distribuição Normal. Esta menina, dada pela função f(x), tem a forma de um sino, com uma média e um desvio-padrão estandardizados de 0 e 1, respectivamente.
A Lei dos Grandes Números diz-nos que tudo, no mundo, no universo e na natureza, tende a seguir esta distribuição. Isto é, se considerarmos que o eixo vertical se refere a uma dada característica - por exemplo, altura, peso, cor de cabelo - e o eixo horizontal diz respeito ao nº de indivíduos, na população, nos quais se observam estes valores destas características, temos que a grande maioria dos indivíduos - ou sujeitos, ou animais, ou moléculas, ou elementos do universo - se situa num espaço estandardizado de valores, espaço esse a que chamamos de Normal.
Ora, exploremos a questão um pouco mais a fundo. Na realidade, esta função diz-nos que o facto da maior parte dos indivíduos se situar num certo valor médio advém da Normalidade, ou seja, de ser normal, ou de estar dentro dos parâmetros normais. Porém, estou em crer que poderemos pensar nisto pelo prisma oposto: a Normalidade, em si, advém do facto da maior parte dos indivíduos corresponderem a um certo parâmetro de características.
Ou seja, a questão que se levanta, para reflexão, é: será que somos normais por correspondermos a um padrão de comportamentos e/ou características que é comum à grande maioria da população em que estamos inseridos? Ou... será que esses comportamentos e/ou características se tornaram normais apenas porque a grande maioria dos indivíduos está inserido nesse parâmetro? E se assim for, então seremos considerados não-normais se não observarmos esses parâmetros, aqueles que toda a gente observa?
Fica a questão.
[Só coloco esta questão porque eu sempre achei muito subjectivo este conceito de normalidade. Porque tem de ser normal o que toda a gente faz? Detesto pensar como toda a gente pensa , ou fazer o que toda a gente faz, só porque é considerado...Normal.]
A Lei dos Grandes Números diz-nos que tudo, no mundo, no universo e na natureza, tende a seguir esta distribuição. Isto é, se considerarmos que o eixo vertical se refere a uma dada característica - por exemplo, altura, peso, cor de cabelo - e o eixo horizontal diz respeito ao nº de indivíduos, na população, nos quais se observam estes valores destas características, temos que a grande maioria dos indivíduos - ou sujeitos, ou animais, ou moléculas, ou elementos do universo - se situa num espaço estandardizado de valores, espaço esse a que chamamos de Normal.
Ora, exploremos a questão um pouco mais a fundo. Na realidade, esta função diz-nos que o facto da maior parte dos indivíduos se situar num certo valor médio advém da Normalidade, ou seja, de ser normal, ou de estar dentro dos parâmetros normais. Porém, estou em crer que poderemos pensar nisto pelo prisma oposto: a Normalidade, em si, advém do facto da maior parte dos indivíduos corresponderem a um certo parâmetro de características.
Ou seja, a questão que se levanta, para reflexão, é: será que somos normais por correspondermos a um padrão de comportamentos e/ou características que é comum à grande maioria da população em que estamos inseridos? Ou... será que esses comportamentos e/ou características se tornaram normais apenas porque a grande maioria dos indivíduos está inserido nesse parâmetro? E se assim for, então seremos considerados não-normais se não observarmos esses parâmetros, aqueles que toda a gente observa?
Fica a questão.
[Só coloco esta questão porque eu sempre achei muito subjectivo este conceito de normalidade. Porque tem de ser normal o que toda a gente faz? Detesto pensar como toda a gente pensa , ou fazer o que toda a gente faz, só porque é considerado...Normal.]
quarta-feira, 10 de abril de 2013
Rejazzing II
Thought I’d cry for
you forever
But I couldn’t, so I
didn’t
People children’s die
and they dont even cry forever.
Thought I’d see your
face in my mind for all time,
But I dont
Even remember what your
ears look like.
And the clock still
strikes, midnight and noon
And the sun still
rises, and so does the moon
Birds still migrate
south and
People move on
Even though I’m no
longer in your arms.
Thought the mountains
would cramble,
And the rivers would
bend, but
But I thought all
wrong
(Baby, I thought all wrong)
(Baby, I thought all wrong)
World did not end
The maps will just
have to stay the same for a while.
Didn’t even need therapy
to rehabilitate my smile.
Rehabilitate my smile
(Isto fui eu e a
Regina, a cantar ao mesmo tempo)
Não sou pessoa de
guardar rancores. Nem de ficar tempo demais a remoer no mesmo assunto. Não sou
mesmo.
segunda-feira, 8 de abril de 2013
Rejazzing I
quarta-feira, 3 de abril de 2013
Somos aquilo em que acreditamos.
Crença. Crença, segundo a Infopédia, dá pela definição de:
Crença (nome feminino)
1. ato de crer
2. atitude de espírito que admite, em grau variável (certeza, convicção, opinião), uma coisa como verdadeira
3. confiança
4. opinião adotada com fé e convicção crença
(...)
Estou em crer que tudo aquilo em que cremos, são apenas crenças, e que toda a realidade que experienciamos, é 100% criada por nós de forma subjectiva e baseada em crenças. Vivemos aquilo em que acreditamos, somos aquilo em que acreditamos, criamos aquilo em que acreditamos. O mundo, os outros, e nós próprios, e a forma como os vemos, e as suas interligações, a forma como as coisas à nossa volta funcionam, são assim porque acreditamos que elas são assim. E quanto mais acreditarmo que elas são assim, mais elas realmente são assim; e quanto mais elas realmente forem assim, mais acreditamos que sejam assim, e é sempre um ciclo vicioso.
Chegar a esta conclusão não foi difícil. Aliás, a velha pergunta do "e se uma árvore caísse no meio de uma floresta mas ninguém a ouvisse ou visse, será que tinha mesmo caído?" já levanta a questão de se, de facto, o mundo existe porque nós o percepcionamos e, logo, criamos, ou não.
Mas o objectivo deste texto não será esmiuçar a filosofia por detrás do sentido epistemológico do sentido das coisas nem da existência. Isso seria muito cansativo para mim agora, e já são mais do que horas de ir dormir.
O objectivo deste texto é partilhar uma lição valiosíssima que tenho vindo a aprender com o tempo, que tem mudado a minha vida - para melhor - e me tem permitido sobreviver neste mundo onde eu sinto que muitas vezes sou a louca por fugir à "distribuição normal". Essa lição pode ser resumida numa frase: Eu sou aquilo em que Acredito. Aquilo que eu acredito que sou, pode depender do que os outros acreditam que eu seja. E na maior parte das vezes, é isso que acontece. Mas uma pessoa que vá mais a fundo na questão e tenha um olhar mais profundo, facilmente chega à conclusão do quão fácil é manipular aquilo que somos ao manipularmos aquilo em que cremos ser. E está nas nossas mãos deixar ou não que muitas crenças limitadoras que temos acerca de nós próprios dominem a nossa vida. Em termos menos abstractos: eu acabo por ser, fazer, comportar-me e agir de acordo com aquilo que eu acredito que eu sou, e como eu acredito que os outros me percepcionam; se essas crenças forem más, desmoralizadoras, incapacitantes, "eu não sou capaz disto", "eu sou péssima nisto", "os outros são melhores que eu nisto", vai ser sempre impossível superar as coisas menos boas que surgem, e porque esses eventos menos bons reforçam as crenças menos boas, acaba por se formar um ciclo vicioso em que começamos a acreditar que as coisas são assim porque sim, porque são, e que nada podemos fazer para mudá-las, para nos tornarmos pessoas melhores, para podermos dizer "eu adoro-me porque sou uma pessoa espectacular e qualquer pessoa teria orgulho em conhecer-me bem".
A nossa mente inconsciente não é muito inteligente e não tem espírito crítico absolutamente nenhum. Ela acredita em tudo o que lhe dizemos. Se tivermos, constantemente, a dizer para nós próprios que não somos bons o suficiente, que os outros são melhores que nós, que somos exigentes demais connosco mesmos, perfeccionistas, que temos esta e aquela característica que "é um problema", que não somos capazes, que temos este e aquele defeito... que nunca nada está bem, ela vai acreditar, ela vai acreditar nisso sem duvidar uma só vez, sem pensar duas vezes, porque ela não pensa, ela é inconsciente, é cega, ela só acredita sem pôr nada em causa! Não só vai acreditar, como vai agir de acordo com isso!
Há pessoas que me acham arrogante e convencida (ou talvez o achem porque eu tenho esta crença limitadora de que as pessoas me possam achar como sendo assim - but, oh well...), mas eu acho-me uma pessoa fantástica. A sério. Eu acho-me uma pessoa espectacular, bonita por dentro e por fora, de valor, que vale a pena conhecer, interessante, e acho que quem tem a sorte de me conhecer bem, o sabe, e que poucas pessoas no mundo são merecedoras do meu verdadeiro Eu. O meu discurso interior roda sempre à volta disto, e sempre que tenho um pensamento mais desmoralizador, como "ah, eu não sou muito boa nisto", identifico logo e substituo essa expressão por outra como "mas porque é que eu não sou boa nisto? mas porque é que eu não hei-de ser boa nisto? porque não posso melhorar?". Tenho o exemplo clássico da matemática; sempre foi um bicho de sete cabeças, sempre achei que era péssima, que era burra para os números, que o meu jeito era para letras; até podia ter uma certa razão, mas essa crença desmoralizadora acerca de mim mesma dominou-me durante anos e deu-me muitos problemas a nível escolar... rios de dinheiro gastos em explicações, mas para quê? por muita ajuda que eu tivesse, eu continuava a achar que era péssima naquilo, e por acreditar nisso, nem sequer me esforçava, nem sequer dava uma para a caixa, fazia o mínimo para passar e me ver livre daquilo. Hoje descobri que afinal não sou assim tão má a matemática e podia ter tido um percurso escolar bem mais famoso nessa área! Tenho um raciocínio lógico bastante apurado, se me esforçar consigo chegar lá, e consigo compreender as coisas - apercebi-me disto, este ano,e porquê? Bom, err...porque tenho mesmo que acabar umas cadeiras de Estatística que deixei pendentes, e também porque...deixei de acreditar que sou péssima! É que não sou! Isto pode parecer um exemplo muito básico, mas aplica-se ao meu argumento inicial: as crenças que temos acerca de nós mesmos, têm um grande impacto na forma como vivemos, como nos relacionamos, como nos sentimos, comportamos, somos!
Para chegar a estas conclusões, precisei de ir a psicólogos, precisei ler muito (confesso: alguns livros de auto-ajuda), tentar compreender o mundo à minha volta, precisei escrever muito, pensar muito, viajar muito, experienciar muito, e conhecer outros pontos de vista, de outras pessoas, integrá-los com o meu, tirar o que achava de melhor, crescer muito. Estou longe de ser perfeita ou de saber tudo, mas sinto-me cada vez mais em sintonia, e com uma compreensão acima do normal, ou pelo menos um olhar mais crítico. Descobri, finalmente, que ao acreditar que realmente sou uma pessoa que vale a pena, as outras pessoas começaram a ver-me dessa forma também. Há uns anos atrás, eu era o total oposto: pensava muito mal de mim mesma, tinha crenças desmoralizadoras em tudo, era gozada na escola, tinha baixa auto-estima, e por isso, só atraia coisas iguais a isso. Hoje, sei que atraio coisas boas, as coisas, os eventos e as pessoas boas continuam a aparecer na minha vida, quantas vezes eu não levo as mãos ao céu e penso "obrigada, obrigada vida, por me teres dado oportunidades tão boas, por teres colocado pessoas únicas no meu caminho, sem as quais eu não viveria, que me abriram os olhos a tantos níveis, com as quais eu tenho um nível de entendimento superior e fora do normal e que finalmente compreendem a minha invulgaridade, algo que nem toda a gente compreende", mas isto tudo, fui eu que atraí, fui eu que chamei, no dia em que decidi deixar de pensar mal de mim mesma ou ter crenças falsas e desmoralizadoras acerca de mim mesma. Hoje, sei que atraio pessoas interessantes, pessoas que me admiram, pessoas que eu admiro, pessoas que se
interessam por mim, as pessoas tendem a gostar de mim e a dar-se bem
comigo e até a admirar-me pelo que sou, e o que sou eu? Aquilo em q acredito! As pessoas gostam de
mim por eu ser essa Cláudia que acredito que sou, e que na realidade sou, porque assim o acredito! Só quando eu me apercebi de como sou boa pessoa, as outras pessoas começaram a ver como eu sou boa pessoa. e tenho hoje colegas da escola secundária que gozavam comigo, hoje lêem o meu blog, dizem que escrevo bem, e enviam-me mensagens de parabéns.
Nem sempre é fácil pensar desta forma... quantas vezes eu não desmoralizo, vou-me abaixo, fico a pensar mal de tudo e de todos mas principalmente, de mim mesma. Não interessa. Esses momentos, também eles, servem uma função: a de dar valor, e de me lembrar de substituir essas crenças desmoralizadoras, por crenças motivadoras; de substituir "ai isto é tão difícil" por "não é fácil, mas um dia hei-de lá chegar"; substituir o "se eu fosse rica" por "quando eu for rica"; substituir o "se passar a esta cadeira já fico feliz" com "este é o último ano, vou acabar estas cadeiras". Expressões pequenas e quotidianas mas que podem fazer toda a diferença.
Crença (nome feminino)
1. ato de crer
2. atitude de espírito que admite, em grau variável (certeza, convicção, opinião), uma coisa como verdadeira
3. confiança
4. opinião adotada com fé e convicção crença
Nem sempre é fácil pensar desta forma... quantas vezes eu não desmoralizo, vou-me abaixo, fico a pensar mal de tudo e de todos mas principalmente, de mim mesma. Não interessa. Esses momentos, também eles, servem uma função: a de dar valor, e de me lembrar de substituir essas crenças desmoralizadoras, por crenças motivadoras; de substituir "ai isto é tão difícil" por "não é fácil, mas um dia hei-de lá chegar"; substituir o "se eu fosse rica" por "quando eu for rica"; substituir o "se passar a esta cadeira já fico feliz" com "este é o último ano, vou acabar estas cadeiras". Expressões pequenas e quotidianas mas que podem fazer toda a diferença.
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