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quarta-feira, 12 de agosto de 2015

Leitura de Aura II - A Revolta

A contradição absoluta.
Do ser azul.
Azul forte. Brilhante.

Comunicação e poder de abertura.
Sol. Reluzente. Com raios espalhados.
Por cima dela.
Busca alimento aos outros.
Alimenta-se a si própria.
Luz. Em espiral.
Deixa a energia solta.
Não a contém.
(que sentido faz contê-la?)
Guia-se pela busca de sensações.
O que sente é o que é válido.


Rosa com pétalas abertas.
Mas recontorcidas.
Viçosa e aberta.
Segura. Firme.
Gosta de se sentir e mostrar bonita.

A determinação. A obstinação.
Sede de aprender.
Desejo de conhecer.
Querer saber. Questionar.
De forma ingénua, expôr o que não sabe 
- e o que quer saber. 
Despretenciosamente.


O passado que é hoje presente.
O totalmente inesperado. 
O conforto. A tranquilidade. O à-vontade.
Preocupações.
Marcas, fortes.
Orgulho.
Acordos cumpridos.
Mas também faltas de compreensão.
Compreensão do simples ser.
Os choques e os conflitos.
São nós nas emoções.
Que insistem em não se desfazer.
Lembranças ultrapassadas, mas que atormentam e castigam.
Coisas que ficaram por dizer. E por resolver.

As fragilidades. 
A ingenuidade.
Ficar sentida com os males do mundo.
Precisa criar uma protecção para se defender.
Para não ser sugada.
Mas não há remorsos, nem raivas, nem rancores, nem vinganças.
Não há espinhos na rosa.

A alma jovem. 
Não tem raivas guardadas,
mas há uma revolta.
A revolta de nunca conseguir dar o que quer.
O sufoco.
A constante sensação de que nunca é o suficiente. Nada o é.
Algo ou alguém trava-a de dar tudo o que tem para dar.
Acaba por impedir-se a si mesma de dar mais por acreditar que nunca nada será suficiente.

As dúvidas existenciais.
A noção de insignificância.
A efemeridade da passagem.
Ainda assim, em paz.
Com o conflito interno, com o equilíbrio desequilibrado.
Com a revolta do não conseguir ser o suficiente.
Está em paz.

A contradição.


Tudo isto e tanto mais.

segunda-feira, 1 de junho de 2015

Leitura de Aura I - O Sol dividido

Um sol quebrado. Partido ao meio. Rasgado como se de papel se tratasse, rasgado com uma leveza e uma naturalidade inerentes a quem é consistente na sua inconsistência. Um sol dividido em metades. Metades que se completam, complementam e simultaneamente se auto-destroem; tão mutuamente exclusivas quanto as faces de uma mesma moeda. Separados, mas em conjunto.

Versatilidade. Corre atrás de si mesma numa busca que é constante, mas que na sua essência acaba por ser falsa; o desejo de se auto-descobrir sobrepõe-se à realidade de que está tudo mais do que a descoberto. Que é uma versatilidade de ser tudo e de não ser nada. E balanceia de um lado para o outro, com a mesma subtileza com que houveram sido criados os dois pólos extremos entre os quais se balanceia. Entre o congruente e o incongruente, o sensato e o nonsense, a terra e o ar, a estabilidade e a liberdade.

Quer e não quer ao mesmo tempo, é e não é, sente e não sente, é tão absurdo este vai e vem de seres, de sentires, esta instabilidade tão permanente de uma inquietude que já se habituou a si própria.

E assim, de dia para dia, a existência torna-se num absurdo absoluto; tem consciência de si mesma, busca-se a si mesma, encontra-se todos os dias de forma diferente. Porque tudo é possível,  principalmente a volatilidade quase irreal ou inimaginável das almas. É confusa e, por isso mesmo, é plena.