às vezes tenho ideias e quando as verbalizo e as partilho, algumas pessoas dizem-me "isso vai ser difícil"; "isso provavelmente vai ser complicado"; "isso não vai ser fácil"; "vê lá no que te vais meter"; "isso é uma loucura"; ou "Boa sorte nisso" com um ligeiro tom de sarcasmo que eu, com o tempo, aprendi a identificar melhor.
mas quem disse que eu quero o fácil? quem disse que quero a papinha toda feita? Pelo contrário, cada vez me apercebo mais da importância de, e quero mais, perseguir as coisas difíceis, para aprender a lidar com elas, a crescer com elas e poder dizer que já passei por essas coisas.
E, já agora, porque gosto de desafios, sobretudo desafios a mim própria, um bocadinho de excitement, aquele excitement que sempre procuro e sem o qual não vivo.
O mundo não pára, e as horas não deixam de passar. Um dia é sempre tão longo em toda a sua infinidade de tempo, é o tempo que o tempo tem, que é todo o tempo do mundo, mas tão efémero, como se os dias estivessem a correr atrás uns dos outros, como se o hoje tivesse pressa de passar para ser amanhã, porque amanhãs haverá sempre, os amanhãs são o nosso infinito indefinido.
Hoje aprendi a nunca dar nada como certo ou garantido. Que as coisas vão e vêm, mesmo quando acreditámos, com todas as nossas forças, com toda a nossa fé, que elas tinham vindo para ficar. Aprendi que a vida é feita de coisas dicotómicas: de quente ou de frio, de presença ou de ausência, de luz ou de escuridão, e que precisamos experienciar um dos pólos para dar valor ao outro. Que depois de uma página virada, há sempre uma página nova por virar, e sempre algo de novo para viver e aprender. Que depois dos encontros, vêm sempre as despedidas; que depois das chegadas, vêm sempre as partidas. E que nem sempre uma fase de inconstabilidade constante, de mudanças intensas e avassaladores tenham de significar algo de negativo; pelo contrário estas têm-me trazido experiências, oportunidades, modos diferentes de olhar para, estar e viver a vida, têm-me aberto portas que nunca pensei nem sequer considerei abrir. Mudanças que me fazem ser feliz ou que me fazem sofrer, mas que, acima de tudo, me fazem saber que se sinto as coisas desta forma, é porque estou viva. Têm colocado em causa questões profundas relacionadas com a minha forma de estar na vida, e o que, afinal, quero dela, diria mesmo que tenho revisto muitas e muitas vezes o meu auto-conceito e mexido muito com emoções complicadas, mas que fazem falta, e que é preciso, trabalhar nelas, lidar com elas, aprender a viver com elas, quase como que tratá-las por tu. Têm-me feito viver intensamente, e ao mesmo tempo reflectir no significado de tudo o que me rodeia, têm-me ajudado a confrontar-me comigo própria, aconhecer-me e a escutar-me a mim mesma cada vez melhor.
Aos poucos, sinto-me a libertar-me de mim mesma ao perceber que, afinal, não tenho qualquer obrigação para quem quer que seja sem ser eu mesma, sem ser ir atrás do que quero, do que me chama, daquilo em que acredito; aos poucos vou-me libertando da constante sensação que por vezes me invade, de ter de corresponder a expectativas alheias, de manter uma determinada imagem ou até mesmo de esconder coisas que gosto de fazer, porque são socialmente desaprovadas. Ou de tentar fazer gostar de mim, quem não gosta de mim.
Vou-me libertando, porque me apercebo de que sou tudo, que posso ser tudo, que quero ser tudo, e que tenho potencial para ser tudo. E que quero viver tudo e ainda um pouco mais. E que vou sempre querer mais além daquilo que está no meu campo de visão, ao meu alcance. Sei que o meu alcance nunca vai parar de alcançar algo mais, ou de querer que assim seja. E que nada disto é algum crime, ou algum pecado, que tudo isso me é perfeitamente legítimo e que estou no meu direito de usufruir da minha vida da forma que quero e que acho ser a correcta para mim.
Nunca quero deixar de crescer, é demasiado maravilhoso. Não quero mais cair no erro de dizer que já passei por tantas mudanças, que agora tudo vai estagnar. Apercebi-me de que nunca há, realmente, uma forma de prever ou controlar as mudanças que nos trás o destino. O que determina o curso da nossa vida, isso sim, é a forma como lidamos com essas mudanças, como nos adaptamos, se sabemos ver as oportunidades que se escondem por detrás dessas mudanças, para sempre ser uma pessoa melhor do que a que éramos ontem.
Não sou fatalista nem acho que estejamos pre-destinados a algo específico. Mas sei que o Universo tem a sua forma de organizar as coisas. De organizar todos os segundos que passam e todos os significados associados, destinos, e consequências possíveis resultantes de cada um desses segundos. Acredito que tudo acaba por acontecer por uma razão, numa certa ordem, e que geralmente, as coisas acontecem para um bem maior e melhor, mesmo quando, no momento, não nos pareça que sejam boas, mais tarde acabamos por nos aperceber que foi o melhor que podia ter acontecido. Estou mais do que grata por ter tido oportunidade e acesso a pessoas, coisas, situações, circunstâncias de vida, experiências, que tanto me fizeram crescer, que tanto me ensinaram a olhar melhor para dentro e para fora, que me ensinaram a saber identificar uma oportunidade de progredir quando a vejo à minha frente. Mesmo quando as coisas acabam, mudam ou recomeçam, é sempre importante sentir-me previligiada por ter tido oportunidade de o viver, e lembrar-me de que há sempre, sempre, um novo amanhã, e um novo nascer-do-sol. E vai sempre, sempre, ficar tudo bem, onde devia e como devia estar.
(In the end), Everything is in its Right Place.
E eu, estou tão, tão, tão satisfeita comigo mesma por estar a sentir-me a crescer por dentro, de uma forma que quase se manifesta fisicamente
Tinha de tentar. Tinha de tentar, pelo menos uma vez, antes de desistir. Tinha de tentar, e tentei o que tinha a tentar. Agora, tenho apenas todo um oceano, infinito, à minha frente. Apenas, mas chega, e é tudo o que preciso agora.
Tudo parece como num sonho, como se tudo aquilo que vejo fossem apenas fotografias tiradas e alteradas com aplicações como o Instagram. Imagino-me no funeral da pessoa que mais preciso, a cantar o seu Fado preferido. Estou deitado na cama e custa-me adormecer, porque sinto uma miscelânea de sons a esfaquearem o meu cérebro. Produzo, crio, escrevo e escrevo ainda mais, porque parece que tudo se baseia num plano inicial que eu jamais irei abandonar. Parece que toda a minha vida tem sido montada de forma a que tenha algo sobre que possa escrever. O problema é que este tipo de obsessão pode chegar ao ponto de criar distúrbios e até causar problemas de saúde por um simples factor trágico que possa acompanhar os sons que são produzidos por uma viagem de mente.
Acho que estou à espera de um milagre. Um milagre que poderá mudar a minha vida. E com a ajuda de Deus irei lá chegar. Que triste sorte a minha.
09 de Março, 2013
sábado, 2 de março de 2013
domingo, 24 de fevereiro de 2013
Porque a Regina me faz lembrar das coisas pequenas, daquelas a que nunca damos a mínima importância, por serem tão pequenas, mas ao mesmo tempo, tão grandes, na sua existência, na sua espontaneidade, na sua banalidade, de simplesmente serem, e por serem, nunca repararmos nelas. As coisas infantis, ingénuas, impulsivas, instintivas.
"Já gastámos as palavras pela rua, meu amor,
e o que nos ficou não chega
para afastar o frio de quatro paredes.
Gastámos tudo menos o silêncio.
Gastámos os olhos com o sal das lágrimas,
gastámos as mão à força de as apertarmos,
gastámos o relógio e as pedras das esquinas
em esperas inúteis.
Meto as mãos nas algibeiras
e não encontro nada.
Antigamente tínhamos tanto para dar um ao outro!
Era como se todas as coisas fossem minhas:
quanto mais te dava mais tinha para te dar.
Às vezes tu dizias: os teus olhos são peixes verdes!
e eu acreditava.
Acreditava,
porque ao teu lado
todas as coisas eram possíveis.
Mas isso era no tempo dos segredos,
no tempo em que o teu corpo era um aquário,
no tempo em que os meus olhos
eram peixes verdes.
Hoje são apenas os meus olhos.
É pouco, mas é verdade,
uns olhos como todos os outros.
Já gastámos as palavras.
Quando agora digo: meu amor...,
já se não passa absolutamente nada.
E no entanto, antes das palavras gastas,
tenho a certeza
de que todas as coisas estremeciam
só de murmurar o teu nome
no silêncio do meu coração.
Não temos já nada para dar.
Dentro de ti
não há nada que me peça água.
O passado é inútil como um trapo.
E já te disse: as palavras estão gastas.
Sempre fui pouco confrontadora. Achava que era um defeito, que me deixava pisar, rebaixar, deixar os outros levar a melhor. Com o tempo, aprendi que ser pouco confrontadora permitia-me uma maior paz interior. Ao que não dou importância, não confronto, ao que me é indiferente, não confronto. As atitudes alheias que nunca confrontei, deixaram de me incomodar. Deixei de ter a necessidade de confrontar os outros por achar que era o que devia fazer, mas não conseguir e viver numa insatisfação interior permanente. A palavra-chave que estava errada nesta equação era, precisamente, o "devia fazer". Não devo fazer nada que não queira ou não ache que deva fazer. Assim, com o tempo, deixei de ter necessidade de me confrontar comigo mesma por não conseguir confrontar os outros. O que me incomodava, deixou de incomodar, e encontrei uma paz maior. Afinal, as más atitudes ficam em quem as tem, não em quem as recebe ou para quem elas são dirigidas.
A maioria das pessoas diz-nos o que fazer com a nossa vida, sem pensarem em mais nada, a não ser o que elas acham. Mas às vezes podemos sentir-nos desprotegidos e não conseguimos deixar de absorver o que têm a dizer, e depois pensamos... "porquê basear a minha vida na opinião desta pessoa?", e nessa altura se calhar já é tarde demais...
Com o tempo, aprendi a saber estar sozinha. Na cama, a olhar para o tecto, a ouvir os meus pensamentos. Numa rua, na penumbra, só, a ouvir os meus passos, a ver a minha sombra. Sem qualquer medo. Se dantes tinha medo de parar, e ficar sentada numa cadeira entre 4 paredes caladas, se dantes tinha medo de me ouvir, porque o que dizia a mim mesma era tanto que não conseguia assimilar tudo, hoje, isso mudou. Consigo ouvir-me sem ter medo de me perder. Deixei de ter medo do silêncio e aprendi que o silêncio interior é a maior fonte de sabedoria a que temos acesso. Aprendi a ouvir-me quer esteja sozinha no silêncio, a ler um livro, a ouvir música, a ver televisão, a falar com uma pessoa, com duas pessoas, com três pessoas ou no meio de uma multidão. Já não preciso de ninguém para me sentir suficientemente segura ou para não me sentir sozinha. Porque, agora, estou em contacto. Comigo mesma.
Adoro companhia, adoro pessoas, mas acho que momentos de solidão são simplesmente necessários.
quinta-feira, 24 de janeiro de 2013
Há certos momentos em que a minha
consciência acerca da possibilidade de morrer a qualquer momento, é
extremamente activada. Não posso chamar a isto de ataque de pânico:
o meu coração continua a bater normalmente, a respiração pausada
e calma, nada de grandes exaltações. São apenas momentos em que o
meu espírito, parece-me, é sugado do meu corpo, e ele transcende-se
de tal forma ao ponto de eu pensar “posso estar a morrer
precisamente neste momento; e toda esta tranquilidade assustadora que
me assalta, é apenas aquela sensação de paz imensa, de saber que
se sabe tudo e de que se poderia encontrar agora mesmo todas as
respostas, que tudo faz um sentido enorme, aquele que dizem que se
sente nos segundos imediatamente anteriores à morte”. A partir
deste momento, todos os segundos que passam são uma conquista. Cada
frame de imagem que passa na TV, cada vez que movo a cabeça, cada
movimento ocular, cada inspiração e expiração. Saber que o meu
corpo adormeceu de todo face a uma mente que, por sua vez, está bem
desperta. Cada pensamento consciente torna-se uma conquista, a
sensação maravilhosa de que, se estiver para morrer, conquistei
mais um segundo à vida. E mais um, e mais um, e mais um minuto, e
mais outro.
Não é assim tão mau como soa. Eu
encaro-o como uma espécie de terapia, sessão de quase-hipnose ou
transcendência que, no final, me faz tão bem à alma e me faz ver
as coisas de forma diferente e com um olhar mais aberto e mais
atento. Sinto-me rejuvenescida, como se tivesse quase para morrer e
tivesse nascido de novo. Como se, no fundo, a vida me tivesse dado
mais uma oportunidade e a vontade de a viver melhor. Ainda melhor.
A qualquer lugar, situação, pessoas
que nos rodeiam, a capacidade de adaptação é sempre uma virtude a
cultivar, e que eu sempre tento cultivar em mim. Mesmo quando penso
para mim mesma “quero tanto sair daqui” mas por alguma razão
tenho de ficar, então visto a pele da adaptação. Tolero, sou
paciente, sei aceitar, compreender, mesmo que uma situação ou
atitude ou conversa não me agrade particularmente. Muitos podem
dizer que sou falsa. Whatever, é que às vezes sou mesmo. E daí? Já
percebi que 80% das porcarias com as quais tenho de me deparar no
mundo real e na vida normal, são coisas que não me vão agradar,
mas que tenho de fingir que me agradam, por uma questão de adaptação
e sobrevivência. Acho um mito essa conversa do “fazer só o que se
gosta” e “apenas estar com as pessoas de quem se gosta”. É
mentira! Muitas vezes temos de fazer coisas que não gostamos e
aturar pessoas que gostamos ainda menos. E por ter percebido isto,
percebi que por vezes tenho de ser falsa; que nem sempre posso ser
fiel a mim mesma, ouvir o meu instinto e simplesmente sair, ir
embora, que às vezes tenho mesmo de contrariar isso e ficar lá. Não
porque eu seja uma pessoa muito exigente (se bem que com o tempo
tenho ficado cada vez mais, especialmente com as pessoas, e adoptado
o ditado “antes só que mal acompanhada”), mas porque é necessário
para sobrevivência. Daí que eu ache que a capacidade de adaptação
é um valor muito importante a praticar. É sempre uma mais-valia e
sempre me tem valido de muito. O que também tem o seu lado positivo:
quanto não se aprende, quanto não se cresce, quanto não se
surpreende, ao fazer coisas, adoptar certos comportamentos porque a
situação assim o exige, ou forçar a barra com uma conversa com uma
pessoa que não nos interessa? Quanto eu já não me deparei com
pessoas que, afinal, me surpreenderam, porque fui paciente e
tolerante e acabei por perceber que também elas, têm algo a
ensinar-me. Quantas vezes, em culturas diferentes e pessoas tão
diferentes que chocavam entre si, eu não retirei o que de melhor
essa situação tinha para me dar, em vez de ficar só a queixar-me;
sendo tolerante e retirando apenas aquilo que me interessava, ou o que
achava que era melhor para mim naquele momento, cultivando a
paciência e a capacidade de adaptação. Nunca me esqueço que,
apesar de ter as minhas próprias ideias, sólidas e firmes, sou um
ser em construção e ainda tenho muito que aprender. Descobri que
forçar-nos a viver coisas que não queremos, que não nos agrada,
pode ser uma fonte preciosa de aprendizagem e descoberta.
segunda-feira, 14 de janeiro de 2013
O que de melhor temos para oferecer aos
outros é afecção, amor, carinho, positivismo, cooperação, presença... não
dinheiro ou bens materiais, mas sim apenas uma atenção... um
pequeno sorriso de cumplicidade, um grande abraço, uma mensagem a perguntar se está tudo bem, faz a felicidade
de muita gente! São os gestos mais pequenos e simples que têm mais significado... às pessoas que realmente interessam para nós! Muitas vezes faz a minha felicidade, que simplesmente se lembrem de mim! Sempre temos de nos dar por inteiro, o que de melhor temos em nós... nunca esquecer
que apenas recebemos dos outros, aquilo que cultivamos neles.
Everyone could follow me, I have an
ocean made of lights on my feet, I have someone offering me a
cigarette on my mouth while I sit on the edge of the bed and write in
this uncontrolled and mad manner. The text is small, but the meaning
is profound, and the letters are big, and insane. He’s saying I
must be writing the next bible.
“We are in a palace and we are god”.
Powerful.
I feel like I own every piece of
knowledge. But its not a word-kind of knowledge, it’s a body-kind
of knowlegde. Like I have that knowledge craved in my body, I know
all the answers to all the questions in the world, in my body. It’s
a wonderful feeling.
And also the emotions. They’re all in
me, I possess them all and I can rule when to feel what, so I have a
power.
-- // --
Lasers with warmth. Rainbows in the
shadows. I keep thinking to myself, normal people on normal
vacation must not feel like this. Hunger. Tireness. One half of
the room is red but the other one is blue. I can change the color
of the room just by turning my head. I think that’s what I meant
when I said I had a power. My body levitates. The chandeleer is
made out of lava, in different colors swiming along the bright red.
Janeiro 2013
domingo, 6 de janeiro de 2013
Não consigo viver sem emoções
fortes. Fazem-me falta aquela profundidade, intensidade, drama,
tragédia que caracterizam a forma como vivo as coisas: sempre no
limite, sempre num auge, sempre por inteiro e nunca a metade. Gosto
de fazer das coisas pequenas, grandes. Das pequenas conquistas,
grandes ganhos; de pequenos percalços, grandes tragédias. Se é
para chorar e sofrer, é para fazê-lo com alma!... é para fazê-lo
até que me apeteça vomitar, até não haver mais lágrimas nem mais
voz para gritar. Se é para estar furiosa e com raiva e a explodir,
que seja para bater todas as portas e partir todos os pratos da casa.
Se é para sorrir, que seja com um sorriso aberto, sincero e genuíno,
de quem se sente verdadeiramente abençoada pelas coisas mais
pequenas do dia-a-dia, e torná-las grandes e especiais! Se é para
rir, que seja rir a bandeiras despregadas, que dê vontade de dançar,
festejar e celebrar a vida, que seja para rir de tanta alegria e
felicidade que explode no coração, que quase faz chorar!
Não saberia eu viver de outra forma...
sem o drama e a tragédia que dá aquele toque de filme ou novela que
dou à minha vida. Sem me entregar por completo, sem arriscar tudo o
que tenho e o que não tenho, sem colocar o meu CD favorito e a
cantar em altos berros sozinha no carro, sem acordar com música
clássica como despertador, sem estar a levantar voo com um belíssimo
nascer-do-sol e ouvir música que me invade a alma de emoção. Sem
viver loucuras, entregar-me a elas como se nunca houvesse amanhã,
muitas vezes sem expectativas, sem medos, sem reflectir muito nas
possíveis consequências, de forma espontânea.
Gosto de brincar com possibilidades.
Com o que poderia ter sido, como seria se tivesse tomado decisões
diferentes, de brincar com os presentes alternativos e universos
paralelos. Gosto de pensar que o número de cenários e rumos
diferentes que a vida pode tomar, é tanto quanto o número de
decisões e caminhos a seguir com que nos deparamos: infinitos! Faço
escolhas, mas gosto de imaginar como teria sido se tivesse feito
aquela escolha, e não esta? E aquela outra, e aquela? Onde me teria
levado, onde estaria agora, como seria agora? Nunca em tom de
arrependimento ou de querer voltar atrás e mudar as coisas, mas
sempre num prazer que me dá brincar com o desconhecido. Dá-me gozo
encarnar personagens, viver em filmes, fazer filmes da minha vida, da
que é e da que poderia ter sido, de viver na minha “wonderland”,
como muitos dizem.
Muitos me “acusam” de ser ingénua.
Louca, irreflectida, que ajo sem pensar muito nas consequências, que
talvez devesse estar menos iludida e talvez pensar melhor antes de
agir e embarcar em aventuras sem destino previsto ou imprevisível.
Que deveria viver mais no mundo real e menos na wonderland. Mas...
imprevisível, aventura, riscos, sim, e daí? Que seria da vida feita
de previsibilidade? De ficar onde é e sempre foi confortável, ao
que se está habituado, e não explorar mais para além disso? Qual o
mal de viver num filme ou fazer na vida um filme, ter um próprio
mundo, um mundo só nosso, onde de vez em quando queremos entrar,
como um escape da realidade para a qual e com a qul acordamos todos
os dias? Não compreendo esta perspectiva, conformista e conformada,
que muita gente tem face à vida, que afinal, é só uma, só a
vivemos uma vez, e ninguém a pode viver por nós. Não há espaço para pensar "é isto, a vida é isto, tough up for life!", em vez disso, há espaço para pensar "não,não pode ser assim. tem de ser mais do que isto. tem de haver mais. vou descobrir mais. vou viver mais". Nem todos compreenderão esta minha perspectiva; porque tomo determinadas decisões,
porque vou a determinados sítios, faço determinadas coisas, tenho
determinados hábitos, dou-me com determinadas pessoas; não
compreendem que por vezes preciso fugir, fugir da vidinha normal, das
pessoas normais, que não me despertam o mínimo interesse, com as
quais muitas vezes faço um esforço descomunal para manter uma
conversa de circunstância e poder arranjar uma desculpa para me
livrar daquilo, dos sítios comuns, das conversas mais do que
conversadas; não compreendem porque gosto tanto de ter sempre um
escape, um fuga, umas férias que não precisam ser físicas, podem
ser dentro da minha mente, na minha wonderland, e no filme em que
vivo; não entendem a minha sede de ir sempre mais além, explorar
novos campos, viver de forma intensa e levar tudo ao limite.
Sim, eu não conseguiria viver sem
emoções fortes. Sem fazer das coisas mais pequenas, coisas enormes,
sem fantasiar constantemente, sem brincar com os meus pensamentos e
senti-los de forma tão absorvente.
"there are certain things in life where you
know it's a mistake but you don't really know it's a mistake because the
only way to really know it's a mistake is to make the mistake and look
back and say 'yep, that was a mistake.' So really, the bigger mistake
would be to not make the mistake, because then you'd go your whole life
not knowing if something is a mistake or not."
"A gratidão aumenta o seu êxito exponencialmente, pois toda a gratidão constitui uma emoção de elevada energia. Escreva todos os dias num livro de gratidão ou agenda diária, a gratidão que sente pelo que é bom e pelo que não é assim tão bom. O que não é tão bom está simplesmente a indicar onde é necessário colocar mais pensamento e acção. Como tal, considere qualquer obstáculo como boas notícias, sinal de que está a avançar. Esteja atento à emergência de antigos padrões (que causam as tais coisas menos boas) e mude-os à medida que avança. (...) A gratidão é um sentimento expansivo que abre a janela da alegria e da manifestação. Esteja grato pela luz do sol, pelas aves que cantam, pelo seu lar, as suas competências, as pessoas especiais da sua vida. Pergunte a si próprio 'por que coisa estou grato neste momento'? (...)"
Devo admitir que sempre detestei livros de auto-ajuda, todos os que tentei ler ou comecei a ler causavam-me repulsa. Apesar deste livro não ser considerado "auto-ajuda", a forma como algumas coisas são escritas faz mesmo lembrar um livro de auto-ajuda. No entanto, devo dizer que este livro é... diferente. Tem-me ajudado, de facto, a encarar as coisas de forma diferente, quando eu acho que nada é bom.
Ultimamente, por exemplo, achava que tinha andado numa onda de azar, porque num espaço de duas semanas, coisas menos agradáveis aconteceram. No entanto, tenho de admitir que são mais, muitas mais, e lembro-me de tantas que nem consigo lembrar-me de todas, as coisas pelas quais devo estar grata. Mas claro que tendemos sempre a focar-nos no que não corre exactamente como queremos, do que naquilo que já está a correr super bem, ou até melhor do que alguma vez esperámos. No fim, cheguei à conclusão de que até estes "pequenos azares" que achava que estava a ter, se tornaram em coisas boas, ou em coisas que me permitem ir atrás de coisas melhores, ou coisas que significam que coisas melhores estão a acontecer neste exacto momento, e outras melhores estão para vir. Porque, aliás, se é azar ou sorte, somos nós que definimos, pela forma como olhamos para esse "azar" ou para essa "sorte".
Sim, sou pessoa de acreditar em Karma, em energias, no poder da mente, das palavras e da visualização, e já tive muitas provas de que realmente funciona, se quisermos. O mundo é apenas aquilo que percepcionamos, aliás, o mundo só existe porque o percepcionamos: será que o mundo, tudo o que conhecemos, tudo o que está à nossa volta, existiria sem alguém para o percepcionar?
Voltando à questão da gratidão: se há coisa pela qual estou grata neste momento e sempre estarei, é mesmo pelas oportunidades que a vida sempre me deu (a vida, e as pessoas que se cruzaram no meu caminho), e a minha capacidade de não deixar passar nenhuma oportunidade que vejo que me faça crescer enquanto pessoa, e que me faça, a cada dia que passa, uma pessoa mais feliz do que aquilo que já sou.
"Anotar objectivos constitui um dos modos mais concretos de dar início à manifestação dos mesmos, pois a sua mente está directamente unida ao seu corpo e um registo físico fixa-os nos seus ficheiros de armazenamento inconscientes. (...) A acção é a ponte entre os sonhos e a realidade. Pode ser desconfortável durante algum tempo,mas nem sempre é confortável crescer, por isso acolha esse sentimento. (...) As pessoas bem-sucedidas são exactamente iguais a si, excepto pelo facto de possuírem uma estratégia diferente. Planeiam e empenham-se no seu plano, na expectativa do êxito, prontas a mudar e a adaptar-se à medida que prosseguem. As pessoas bem-sucedidas cometem 'erros' com frequência, e utilizam-nos como feedback para lhes mostrar aquilo que necessitam de saber e que não saberiam de outro modo.Com efeito,quanto mais rápida e frequentemente for pela via incorreta, mais rapidamente poderá obter resultados extraodinários! (...) Para conseguir realmente que as coisas sucedam, convém estabelecer o seu rumo em direcção a um objectivo ou local específicos. (...)"
Os meus objectivos de vida (não estão por ordem de prioridade)
ser rica / viver sem preocupações financeiras
viajar MUITO (um país/cada mês)
viver com o amor da minha vida - ainda que isso implique mudar de país, criar um novo estilo de vida, aprender uma língua nova
ser independente aos níveis: financeiro, psicológico, emocional
concretizar os meus projectos, que surgem sempre com as novas ideias que tenho constantemente
ter sempre saúde
continuar a ter sempre as minhas próprias ideias
continuar a ser uma pessoa que se adora a si mesma, que se auto-elogia múltiplas vezes por dia, que tem confiança em si mesma, que pode e consegue tudo o que quer se fizer por isso - o melhor sentimento!
fazer uma diferença positiva na vida das outras pessoas, sempre as elogiando como me elogio a mim mesma , relembrando-as de como são pessoas fantásticas
deixar a minha marca no mundo
auto-realização.
"A clareza dos objectivos é a sua passagem para as estrelas. O eu inconsciente confia nas palavras que utiliza, consigo próprio e com os outros, para compreender aquilo que deseja como sua intenção."
É importante começar a agir AGORA. Já tinha dito, anteriormente, que a minha vida precisava de mudanças, drásticas, e que este ano, este meu regresso (regresso em muitos mais sentidos para além daquele de ter simplesmente voltado (link)), foi uma realização para definir que mudanças são essas (link), que objectivos são esses, que planos de acção devem ser tomados, por que pequenos passos posso começar, já hoje. Sinto-me bem mais elucidada, consciente, focada naquilo que quero e pronta para realizar essas mudanças.