"Ontem à noite fui ver INNI, Sigur Ros, uma espécie de documentário/gravações de concertos que eles deram e da história deles enquanto banda.
Escusado será dizer o quão LINDO foi... :) Arrepiei-me toda SÓ com isto, nem quero imaginar como será quando finalmente tiver a oportunidade de os ver ao vivo, mesmo a sério. Acredito que essa oportunidade algum dia virá :D
Mas o que queria partilhar, aqui, acerca deste momento, foi mesmo o pensamento que tive enquanto estava na fila à espera para entrar.
As portas nunca mais abriam, e estava um frio de gelar. 10 minutos, 20 minutos, 30 minutos... Nem parecia que estava na Holanda, mas sim em Portugal! ahah. Uma rapariga foi à porta, falou com alguém e voltou para trás muito contente e a dizer "goed, goed" (significa "good, good"). Automaticamente a minha interpretação para o que ela disse foi que estavam quase a abrir as portas. Mas não. Mais 10 ou 15 minutos se passaram... Foi então que tive o pensamento: e se a minha interpretação da reacção da rapariga tivesse sido errada? E se ela estava, apenas, feliz por outra coisa qualquer? Pode ter recebido uma chamada telefónica animadora, pode ter recebido uma chamada de um amigo que estava a chegar, uma surpresa agradável... qualquer coisa podia ser. Ao mesmo tempo, atrás de mim, estava um grupo de pessoas a falar muito animadamente, sobre viagens e tudo o mais; pelo que percebi, 2 holandeses, um alemão e alguém que ia viajar para Nova Iorque na próxima semana... Como é irresistível, estar numa fila sozinha (sim, fui sozinha, queria mesmo ver este film screening), com pessoas a falar sobre viagens e histórias interessantes em inglês, uma pessoa acaba sempre por ouvir; fiz as minhas interpretações, imaginei imediatamente histórias, memórias, imagens daquelas pessoas em sítios completamente diferentes... E agora, ali estavam, na mesma situação que eu, à espera que as portas abrissem. O que me levou ao meu segundo pensamento, o qual levou algum tempo a processar mas que me levou à seguinte conclusão: a cada segundo, milhares de vidas, histórias e memórias se cruzam... O que, por sua vez, leva a interpretações cruzadas... Eu interpreto as acções e palavras dos que me rodeiam, sejam conhecidos ou não, seja na universidade, no café, no tram, numa discoteca, num grupo de amigos, de uma forma muito única e minha, tal como toda a gente... Fiquei presa nesse pensamento durante toda a noite.
Mais tarde, na coffeeshop onde me encontrei com a Andreia, o Marcel e a Laila, contei-lhes sobre o meu pensamento e mais tarde, já no tram de volta para o campus com o Marcel, contei-lhe sobre o meu pensamento, e fomos ainda mais fundo no assunto. Matematicamente falando, disse eu, o número de interpretações cruzadas e consequentes "conexões únicas" possíveis é quase infinito... para obter um número mais exacto, todas as pessoas do mundo tinham de se cruzar pelo menos uma vez na vida, com outra pessoa no mundo, o que seria qualquer coisa como 7 biliões de pessoas "elevado" a 7 biliões de pessoas. Mas isso é impossível, considerando que a cada segundo uma pessoa morre e outra nasce. Uma pessoa única desaparece, dando lugar a um pessoa também única. O que leva a que o número de conexões possível seja quase infinito... O que nos levou a conceitos ainda mais profundos, acerca de como tudo se repete, e tudo se transforma, nada desaparece nem nada se cria, o que, por esta lógica, leva ao pensamento de que uma pessoa que nasce a cada segundo não é mais do que a repetição de outra que pode já ter vivido milhares de anos atrás, e se considerarmos, então, que não sabemos quando ou onde o TEMPO começou, e se considerarmos que a visão científica do início do mundo parte do princípio que somos os primeiros seres humanos na terra, e considerando que o mais provável é mesmo que isso não seja verdade, mas sim que a terra já se tenha repetido em si mesma tantas vezes quantas nunca poderemos saber, partindo deste princípio da repetição, então o número de cruzamentos possível acabaria por ter um fim e, em si mesmo, repetir-se de novo." Tudo isto com "Sigur Ros on my mind"... transcendi-me.
Vivido e escrito algures em 2011
quinta-feira, 8 de novembro de 2012
domingo, 4 de novembro de 2012
Experiências que mudaram a minha vida #2
"Descobri que o céu pode ser um local na terra.
Foi uma experiência tão intensa e maravilhosa. Os pequenos animais, lagartos, plantas, flores, a crescer a partir do chão em direcção a mim, como se eu pudesse andar entre eles... as cores dos cartazes e postais na minha parede, com a luz das velas na fita-cola, dava a sensação que um lençol de água, uma cascata colorida e calma, caía pela parede, era tão bonito, tão tão LINDO, apetecia-me tocar, fundir-me na parede, abraçá-la para sempre, sentir a água nas minhas mãos. Poderia ter ficado a olhar para aquele espectáculo, para sempre. Encontrar padrões de imagens, sons, cores, que nunca tinha encontrado antes. Encontrar coisas surpreendentes num quarto onde vivo há quase 3 meses. Não foi assustador como eu pensava que seria, pelo contrário, foi FASCINANTE.
As cores eram tão vívidas, conseguia distinguir as mais pequenas nuances, as mais pequenas diferenças de contornos, quase parecia ser um desenho animado com umas cores muito fortes mesmo; as sombras eram mais evidentes, conseguia ver o degrade da intensidade das sombras, o seu gradiente, na perfeição; os sons eram tão intensos, as músicas eram tão bonitas e felizes, de uma felicidade que tocava na tristeza, e uma espécie de tristeza que se confundia com a mais pura das felicidades. Fez-me chorar. Chorar de tanta felicidade junta. E é tudo tão bonito e intenso… tão engraçado – rir durante meia-hora seguida é perfeitamente possível! – que só apetece sentar e ficar a olhar para toda aquela beleza à minha volta, só rodar a cabeça e ver coisas diferentes, mágicas, até pozinhos coloridos no ar eu conseguia ver. Andar também era uma experiência engraçada, como se tivesse molas nos pés e nos joelhos, e conseguisse andar como num trampolim. Andava como se de um trampolim o chão se tratasse (sem que nunca aqueles padrões do chão desaparecessem) a tocar as paredes, a vê-las a mover de uma forma fascinante, a tocar em todos os efeitos visuais, a tentar senti-los com as pontas dos dedos, com o meu corpo todo.
E é tudo tão maravilhoso que dá a sensação que estou em todo o lado deste maravilhoso mundo. Como se o meu corpo se tivesse tornado em pó e fosse com o vento para todos os locais deste lindo planeta.
É como olhar o mundo com olhos diferentes. Aliás, não apenas olhar, mas sim ver. Cada pormenor é tão bonito e intenso e perfeito. Perguntas-te porque é que nunca antes tinhas visto o mundo assim, por que razão não o podes ver sempre assim, porque é que esta não pode ser a tua realidade constante, e porque é que, alguma vez na tua vida, te sentiste miserável, como é possível, se neste momento estás tão feliz, de uma forma tão esmagadora que cansa. Se neste momento, tão pequenino e tão eterno como é cada segundo que passa, é tão bonito e tu nada mais queres senão apreciá-los na sua essência, pelo que são, naquele momento, naquele local, naquela circunstância, cada detalhe que encontras é tão bonito, é como descobrir todo um novo mundo pela primeira vez, qual bebé que nem uma esponja. A beleza é tão imensa e esmagadora, ao ponto de te fazer respirar mais rápido e mais fundo, sentires o bater do teu coração e até tornares-te consciente do teu próprio corpo, para teres a certeza que estás tão VIVO como sentes que estás, para teres a certeza que estás mesmo aqui a presenciar isto tudo, que não é um sonho e que não, não estás nas nuvens como crês estar. Rapidamente, porém, te apercebes que este corpo, esta respiração, este bater de coração, não é mais teu. Ele pertence agora ao universo, à terra, estás perfeitamente conectado com tudo o que te rodeia, o teu ego desapareceu, não há uma noção definida do “eu” ou de um “aqui” e muito menos de um “agora”. Tudo de repente se torna num Uno perfeito. Um nível totalmente diferente de consciência.
No fim, quando os efeitos visuais passam, notas o extremo cansaço e exaustão de te teres rido tanto, chorado tanto, amado tanto, descoberto tanto, VIVIDO tanto e tão intensamente durante 4 ou 5 horas, e começas a entrar na fase mais filosófica; já não vês lagartos e flores a crescer do chão, mas começas mais a pensar no significado profundo que tem tudo o que viste. E então tens a certeza que a tua vida e a tua perspectiva sobre as coisas mudou. Para sempre.
Hoje acordei no quarto das maravilhas… tenho a sensação de que tudo foi apenas um sonho maravilhoso, apesar de real. Tenho a sensação de que, se perguntar às pessoas que partilharam esta experiência comigo, elas vão dizer que eu sonhei tudo. Porque agora eu olho para o chão, e já não consigo mais ver a diferença do gradiente de cores; as paredes já não mexem; já não há cascatas coloridas a cair dos posters na parede. No entanto, sinto que nunca mais vou esquecer esta experiência. Foi uma das experiências mais fantásticas pelas quais já passei."
Algures em 2011
quinta-feira, 1 de novembro de 2012
Eu amo...
...... o conhecido e o anónimo, o singularmente comum, o mais comum do essencial, o mais louco do desconhecido.
terça-feira, 30 de outubro de 2012
Risk-taking
Algo de muito errado se passa com as (algumas, não querendo fazer generalizações) pessoas à minha volta. Parece que estão habituadas a não sair do mesmo sítio, a conformarem-se com o que "há", com o que "pode ser", com o que "tem de ser". A minha vontade de correr riscos, de crescer, de evoluir, cresce exponencialmente, numa correlação significativamente negativa com (algumas) pessoas à minha volta, que olham para mim com cara de "és louca" sempre que verbalizo a minha vontade imensa de tentar coisas novas, com todos os riscos que isso possa envolver. Oiço coisas como "tem cuidado", "não te atires de cabeça", "não sejas parva", "quando bateres com a cabeça no chão, não digas que eu não te avisei", "estás maluca", "isso é impossível".
Será mesmo? Serei eu a louca, a ingénua, a que não está a "pensar bem"? Serei a única pessoa a acreditar veemente que as coisas só se conseguem se arriscarmos e acreditarmos nelas? Que quero tentar, quero ver até onde vai, quero ir, quero dar tudo de mim, quero fazer e acontecer? Que sim, mais tarde, ninguém coloca isso fora de hipótese (a começar por mim, que nunca coloco nada fora de hipótese), posso cair e arrepender-me... e então, não terá tudo valido a pena, mesmo assim? Eu não tenho quaisquer dúvidas que sim. Se já em tantas situações na minha vida fiz coisas que uma pessoa, no seu "perfeito juízo" não faria, que uma pessoa diria "não deves fazer isso", mas isso nunca foi impedimento, e sempre me trouxe crescimento, e sempre valeu a pena, mesmo quando acabou mal (e não "acabou mal" assim tantas vezes, por sinal). E mais acrescento, acredito que as pessoas que chegam mais longe na vida são aquelas que pensam precisamente desta forma. Que não se abstiveram de fazer nada por medo. Que não deixaram que o medo de perder algo as imobilizasse. As que tentaram, que foram, que fizeram, que lutaram, que acreditaram mesmo em causas ou questões aparentemente perdidas e "inacreditáveis", mesmo quando todo o mundo lhes dizia "não devias fazer isso".
Penso, seriamente, que cada vez mais, as pessoas sofrem de um mal chamado "resignação". Habituaram-se a não querer mais, e acabaram por acreditar mesmo que não querem nem podem mais. Não estou apenas a falar de realização profissional ou euros na conta bancária, mas sim valores muito maiores como capacidade de ver beleza nas coisas mais pequenas que nos rodeiam, confiança, vontade de crescimento, auto-aceitação, deixar uma marca no mundo, fazer a diferença, lutar por aquilo que se quer e em que se acredita, êxito, sucesso, reconhecimento, satisfação, realização pessoal. Estão cheias de frustrações de "eu não posso"; ou "eu não consigo" ou "eu não sou capaz", "não dá" (mas não dá porquê, mesmo?). E acham que as pessoas que conseguem ser felizes estar de bem com a vida, é porque têm sorte, ou então porque têm uma vida melhor que a delas, e que "a minha vida, coitadinha, pobrezinha de mim, a minha vida não presta, tenho tanto azar". Este tipo de diálogo interior já está interiorizado, enraizado de tal forma, que acabou por se tornar numa crença de que não podem nem devem nada, de que "não é correcto", de que "não é possível", e que a vida, essa madrasta, as tratou tão mal. Ainda não entenderam bem que o problema não é a vida nem as circunstâncias ou situações exteriores, mas sim a forma como olham para as mesmas.
Não tenho nada contra essas pessoas, atenção. Cada um tem a perspectiva que quer, que escolhe, que bem entender, felizmente vivemos numa sociedade em que somos livres de escolha. Mas não posso deixar que esse tipo de atitude interfira com os meus sonhos ou as minhas crenças. Nem com a minha capacidade de realmente acreditar que algo está fora do meu alcance. Não acho que não consigo ou que não posso algo que realmente queira. E porque não? Não há resposta a esta pergunta!
Sim, sou aquela pessoa louca e impulsiva, que se atira para as coisas quando acredita nelas; sou a pessoa que está na fila de trânsito a cantar com as janelas abertas às 9h da manhã antes de um dia cheio de aulas, quando pessoas à minha volta, sisudas, reclamam e se queixam da crise, e da falta de dinheiro, e do semáforo que nunca mais passa para verde, que já está vermelho e elas perderam tanto tempo na vida delas ali à espera. Sou aquela pessoa ingénua, sim, talvez muito até, a pessoa que vai sempre pensar de menos e agir de mais, ou mesmo que pense demais acabe por agir de qualquer forma, a que há-de cair muitas vezes e magoar-se muita vez! Mas também a que há-de ter tido mais experiências, mais histórias para contar, vivido mais, aprendido mais, e resignado-se ao que é "certo" e o que "deve ser feito" menos.
As perguntas que eu faço a mim mesma antes de tomar qualquer decisão são: "quero?", "posso?", "dá para?". Se as três forem afirmativas, a começar pela primeira, então, porque não? O que me impede? Se formos estudar esta questão a fundo, para a maioria dos casos, não há realmente nada que nos impeça de nada (tirando algumas excepções, claro, como disse, não quero generalizar).
Será mesmo? Serei eu a louca, a ingénua, a que não está a "pensar bem"? Serei a única pessoa a acreditar veemente que as coisas só se conseguem se arriscarmos e acreditarmos nelas? Que quero tentar, quero ver até onde vai, quero ir, quero dar tudo de mim, quero fazer e acontecer? Que sim, mais tarde, ninguém coloca isso fora de hipótese (a começar por mim, que nunca coloco nada fora de hipótese), posso cair e arrepender-me... e então, não terá tudo valido a pena, mesmo assim? Eu não tenho quaisquer dúvidas que sim. Se já em tantas situações na minha vida fiz coisas que uma pessoa, no seu "perfeito juízo" não faria, que uma pessoa diria "não deves fazer isso", mas isso nunca foi impedimento, e sempre me trouxe crescimento, e sempre valeu a pena, mesmo quando acabou mal (e não "acabou mal" assim tantas vezes, por sinal). E mais acrescento, acredito que as pessoas que chegam mais longe na vida são aquelas que pensam precisamente desta forma. Que não se abstiveram de fazer nada por medo. Que não deixaram que o medo de perder algo as imobilizasse. As que tentaram, que foram, que fizeram, que lutaram, que acreditaram mesmo em causas ou questões aparentemente perdidas e "inacreditáveis", mesmo quando todo o mundo lhes dizia "não devias fazer isso".
Penso, seriamente, que cada vez mais, as pessoas sofrem de um mal chamado "resignação". Habituaram-se a não querer mais, e acabaram por acreditar mesmo que não querem nem podem mais. Não estou apenas a falar de realização profissional ou euros na conta bancária, mas sim valores muito maiores como capacidade de ver beleza nas coisas mais pequenas que nos rodeiam, confiança, vontade de crescimento, auto-aceitação, deixar uma marca no mundo, fazer a diferença, lutar por aquilo que se quer e em que se acredita, êxito, sucesso, reconhecimento, satisfação, realização pessoal. Estão cheias de frustrações de "eu não posso"; ou "eu não consigo" ou "eu não sou capaz", "não dá" (mas não dá porquê, mesmo?). E acham que as pessoas que conseguem ser felizes estar de bem com a vida, é porque têm sorte, ou então porque têm uma vida melhor que a delas, e que "a minha vida, coitadinha, pobrezinha de mim, a minha vida não presta, tenho tanto azar". Este tipo de diálogo interior já está interiorizado, enraizado de tal forma, que acabou por se tornar numa crença de que não podem nem devem nada, de que "não é correcto", de que "não é possível", e que a vida, essa madrasta, as tratou tão mal. Ainda não entenderam bem que o problema não é a vida nem as circunstâncias ou situações exteriores, mas sim a forma como olham para as mesmas.
Não tenho nada contra essas pessoas, atenção. Cada um tem a perspectiva que quer, que escolhe, que bem entender, felizmente vivemos numa sociedade em que somos livres de escolha. Mas não posso deixar que esse tipo de atitude interfira com os meus sonhos ou as minhas crenças. Nem com a minha capacidade de realmente acreditar que algo está fora do meu alcance. Não acho que não consigo ou que não posso algo que realmente queira. E porque não? Não há resposta a esta pergunta!
Sim, sou aquela pessoa louca e impulsiva, que se atira para as coisas quando acredita nelas; sou a pessoa que está na fila de trânsito a cantar com as janelas abertas às 9h da manhã antes de um dia cheio de aulas, quando pessoas à minha volta, sisudas, reclamam e se queixam da crise, e da falta de dinheiro, e do semáforo que nunca mais passa para verde, que já está vermelho e elas perderam tanto tempo na vida delas ali à espera. Sou aquela pessoa ingénua, sim, talvez muito até, a pessoa que vai sempre pensar de menos e agir de mais, ou mesmo que pense demais acabe por agir de qualquer forma, a que há-de cair muitas vezes e magoar-se muita vez! Mas também a que há-de ter tido mais experiências, mais histórias para contar, vivido mais, aprendido mais, e resignado-se ao que é "certo" e o que "deve ser feito" menos.
As perguntas que eu faço a mim mesma antes de tomar qualquer decisão são: "quero?", "posso?", "dá para?". Se as três forem afirmativas, a começar pela primeira, então, porque não? O que me impede? Se formos estudar esta questão a fundo, para a maioria dos casos, não há realmente nada que nos impeça de nada (tirando algumas excepções, claro, como disse, não quero generalizar).
sexta-feira, 26 de outubro de 2012
A vida são as férias da morte.
A vida são as férias da morte, e, como tal, deve ser
encarada como um período de tempo que é efémero, que um dia irá acabar com toda
a certeza. Por isso, devemos sempre tratar vida como aquele período do ano em
que não temos preocupações, e em que o nosso maior objectivo é envolver-nos actividades
que promovam o prazer, e evitar as que provocam dor.
Every moment of existence should be treated with the same reverence with which we treat summer holidays. Remaking our understanding of "holiday" means rejecting the image of ourselves we inherit from dominator culture - that of a worker, someone whose leisure must be compartmentalized into units, and who is somehow deserving of exclusion from paradise. Paradise - summer holiday - is a state of mind that can be claimed by any one of us.
quarta-feira, 24 de outubro de 2012
O significado da escrita para mim.
Nasci para escrever. É aquilo a que sou boa, o que melhor
faço, o que me sinto melhor a fazer. É o meu veículo de expressão, de
canalização de emoções. Considero-me escritora, e não preciso de ter um livro à
venda na FNAC para me considerar como tal, da mesma forma que um músico não
precisa que a sua música passe na MTV, pode ser uma banda de garagem. No fundo,
é isso que a minha escrita é, apenas palavras soltas escritas amadora e
clandestinamente na minha garagem. Sou escritora a partir do momento em que
sinto que tenho uma palavra minha para dizer ao mundo, uma palavra só minha e
de mais ninguém, e que a melhor forma de a dizer ao mundo, é deixá-la por
escrito.
E como escritora, tenho fases. Já tive a minha fase Fernando
Pessoa, a minha fase José Saramago, a minha fase Janela Aberta, a fase em que
estava a descobrir-me como escritora, em que tinha muitas influências alheias
de autores que admirava (e ainda admiro). Agora estou numa fase diferente, numa
fase só minha, esta fase em que me exploro de forma nua e crua, o meu íntimo no
seu estado mais puro. É uma fase menos explícita, mais discreta, para bom
entendedor meia-palavra basta.
É este o significado da escrita para mim. É tudo, é uma
paixão que tenho desde que me lembro, uma necessidade de transpor para palavras
as situações mais corriqueiras do dia-a-dia, às experiências de vida mais
marcantes. É o genuíno amor às palavras.
segunda-feira, 22 de outubro de 2012
It will all be ok in the end...
Um dos meus melhores amigos sempre me disse, sempre me ensinou e transmitiu, e eu acabei por interiorizar, a seguinte mensagem:
"It will all be ok in the end..." (ok, alright, well, great)
Nunca duvidei. A questão que eu coloco é: será que acaba tudo por acabar realmente bem? Ou será que acabamos por aceitar a forma como acabou, pacificamente, e encarar como "bem", quando, na realidade quereríamos que tivesse acabado de outra forma?
Fica a questão, para reflexão.
"It will all be ok in the end..." (ok, alright, well, great)
Nunca duvidei. A questão que eu coloco é: será que acaba tudo por acabar realmente bem? Ou será que acabamos por aceitar a forma como acabou, pacificamente, e encarar como "bem", quando, na realidade quereríamos que tivesse acabado de outra forma?
Fica a questão, para reflexão.
sábado, 20 de outubro de 2012
People are just people, They shouldn't make you nervous, The world is everlasting, It's coming and it's going
A man walks out of his apartment
It is raining
He's got no umbrella
He starts running beneath the awnings trying to save his suit
Tryin to dryin to tryin to dry, but no good
When he gets to the crowded subway platform, he takes off both of his shoes
He steps right into somebody's fat loogie
And everyone who sees him says "ewwww"
Everyone who sees him says "ewwww"
But he doesn't care cause last night he got a visit from the Ghost of Corporate Future
The Ghost said take off both your shoes whatever chances you get
Especially when they're wet
He also said
Imagine you go away on a business trip one day
And when you come back home
Your children have grown
And you never made your wife moan
And people make you nervous
You'd think the world was ending
And everybody's features
Have somehow started blending
And everything is plastic
And everyone's sarcastic
And all your food is frozen
It needs to be defrosted
You'd think the world was ending
You'd think the world was ending
You'd think the world was ending right now
Well maybe you should just drink a lot less coffee
And never ever watch the 10 o'clock news
Maybe you should kiss someone nice, or lick a rock, or both
Maybe you should cut your own hair, cause that can be so funny
It doesn't cost any money and it always grows back
Hair grows even after you're dead
People are just people
They shouldn't make you nervous
The world is everlasting
It's coming and it's going
If you don't toss your plastic
The streets won't be so plastic
And if you kiss somebody
Then both of you'll get practice
The world is everlasting
Put dirtballs in your pockets
Put dirtball's in your pockets
And take off both your shoes
Cause people are just people
People are just people
People are just people like you
People are just people
The world is everlasting
It's coming and it's going
The world is everlasting
It's coming and it's going
It's coming and it's going
It is raining
He's got no umbrella
He starts running beneath the awnings trying to save his suit
Tryin to dryin to tryin to dry, but no good
When he gets to the crowded subway platform, he takes off both of his shoes
He steps right into somebody's fat loogie
And everyone who sees him says "ewwww"
Everyone who sees him says "ewwww"
But he doesn't care cause last night he got a visit from the Ghost of Corporate Future
The Ghost said take off both your shoes whatever chances you get
Especially when they're wet
He also said
Imagine you go away on a business trip one day
And when you come back home
Your children have grown
And you never made your wife moan
And people make you nervous
You'd think the world was ending
And everybody's features
Have somehow started blending
And everything is plastic
And everyone's sarcastic
And all your food is frozen
It needs to be defrosted
You'd think the world was ending
You'd think the world was ending
You'd think the world was ending right now
Well maybe you should just drink a lot less coffee
And never ever watch the 10 o'clock news
Maybe you should kiss someone nice, or lick a rock, or both
Maybe you should cut your own hair, cause that can be so funny
It doesn't cost any money and it always grows back
Hair grows even after you're dead
People are just people
They shouldn't make you nervous
The world is everlasting
It's coming and it's going
If you don't toss your plastic
The streets won't be so plastic
And if you kiss somebody
Then both of you'll get practice
The world is everlasting
Put dirtballs in your pockets
Put dirtball's in your pockets
And take off both your shoes
Cause people are just people
People are just people
People are just people like you
People are just people
People are just people
People are just people like you
The world is everlasting
It's coming and it's going
The world is everlasting
It's coming and it's going
It's coming and it's going
Uma música simples, uma letra diferente, fora do comum, e que diz muito.
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