segunda-feira, 15 de outubro de 2012

Saber apreciar.



Ficar grata pelas pequenas conquistas de cada dia. Podem ser pequenas, mas não deixam de ser conquistas.

Experiências que mudaram a minha vida #1

"De repente, apetece-te dançar. O teu corpo simplesmente move-se, sem teres qualquer controlo sobre ele. Não consegues estar parada, mas não é num mau sentido. É mesmo porque o teu corpo se move, dança, quase que sozinho, de todas as formas possíveis... Vais ao chão, ao tecto, às paredes e a tudo o que encontras pelo caminho. É o corpo a expressar o quão feliz te sentes. Não é uma inquietação de nervosismo, mas sim de sensação de LIBERDADE. Como se o teu corpo se misturasse com as partículas de ar, numa fusão perfeita! Sentes-te altamente conectada com o resto do mundo. Apetece-te abraçar e beijar o mundo. Todos são os teus maiores amigos. A noção de espaço pessoal, de alguma distância, desaparece. Não consegues mais distinguir entre pessoas que conheces, e pessoas que não conheces. A um certo ponto, já correste a tudo, já falaste com toda a gente, já abraçaste e beijaste toda a gente que viste à tua frente... rapazes, raparigas, altos, baixos, lindos, feios, gordos, magros, alternativos, hippies, betinhos... Não te importa mais, sabes que as pessoas que estão à tua frente são seres humanos, e só consegues olhar para o coração delas. Dizes que adoras e amas toda a gente, porque, de facto, é o que sentes. O teu bom senso e "judgment" (consciência) está lá, intacto: tu sabes perfeitamente o que estás a fazer, porque estás a fazê-lo, a única coisa que muda, é que parece certo do que o "normal"; há uma libertação total de regras sociais, de "constraints", e isso é tão bom! Falar, conversar, abraçar, beijar, tocar, dizer que adoras as pessoas, mesmo pessoas que não conheces de lado nenhum, parece ser a coisa mais acertada a fazer. E é um quentinho bom para o coração... No fim, olhas para o relógio e vês que passaram 6 horas. Estiveste a dançar por 6 horas ininterruptamente, mas sentes-te tudo menos cansada. A última vez que olhaste para o relógio eram 00h, e agora são 6h, mas para ti, que perdeste toda a percepção de tempo, só passou meia-hora, e a noite ainda é uma criança! O teu corpo deixou de ser matéria, de algo consistente, deixou de sentir o peso da gravidade, e agora sentes-te literalmente a voar. Consegues dar saltos de 1 metro e meio, e consegues ficar a voar nesse salto para sempre, se quiseres, porque o teu corpo é feito de qualquer coisa entre algodão-doce e algum fluído. A tua cara dói de sorrires por tantas horas seguidas, e o teu coração, esse sente-se feliz como nunca se sentiu. A principal sensação foi: amor em estado puro. Foi das experiências mais fantásticas de sempre. :)"

Algures em 2011

sexta-feira, 12 de outubro de 2012

Crescimento.

É um processo contínuo e fluído. É um processo, e, como a palavra assim o indica, é para sempre.

Nunca caia eu no erro de pensar que cresci tudo o que tinha para crescer, ou que sei tudo o que tinha para saber. Nesse dia, estarei morta de alma.

Os (meus) valores mais importantes.

Se nem sempre se obtém aquilo que se deseja, uma das razões é porque os objectivos que definimos na nossa vida não estão de acordo com os valores que são centrais para nós. Quando existe uma harmonia entre os dois, há lugar a uma sensação de bem-estar, satisfação, orgulho, plenitude, um estado de graça; quando esta harmonia não se verifica, quando os objectivos são completamente dissonantes dos valores que defendemos, então experiencia-se uma grande falta de ajustamento, um sentimento a roçar no de culpa e de sentir que algo não está bem.

Há, então, que mudar. Há que reflectir. Há que ter um diálogo interior, ouvir os instintos, definir o que realmente importa para nós. Que valores defendemos. E, sobretudo, de que forma poderemos definir objectivos de vida e formas de viver a vida, de forma mais clara e em consonância com os valores que nos são mais centrais e fundamentais.

Aqui ficam os valores que, após reflexão, cheguei à conclusão serem aqueles que devem guiar a minha definição de objectivos de vida:

Aceitação, Amizade, Amor/Romance, Auto-estima, Beleza, Comunicação, Confiança, Crescimento, Criatividade, Deixar uma marca/Fazer uma diferença, Dinheiro/luxo, Divertimento, Energia, Equilíbrio/harmonia, Espiritualidade, Êxito, Família, Felicidade, Gozo, Independência, Individualidade, Inovação, Intimidade, Liberdade, Maturidade, Originalidade, Paz de espírito, Positivismo, Prazer, Realização, Reconhecimento, Riqueza, Satisfação, Sexo, Talento. (estão por ordem alfabética pois retirei-os de uma lista infindável que encontrei num livro).

Creio que uma reflexão sobre aquilo que é, realmente, importante pra nós, é meio caminho andado para atingir a plenitude, o equilíbrio, a paz, e, sobretudo, pelo menos comigo, um "caminho a seguir".

quinta-feira, 11 de outubro de 2012

Dar e receber.

Deixar que os outros nos ajudem, ou dêem algo - receber - não é um acto egoísta ou aproveitador, é sim dar a oportunidade a outra pessoa de experienciar o mesmo prazer que nós sentimos ao ajudar ou dar algo a alguém. Então, de certa forma, estar aberto a receber é, também, uma forma de dar.

quarta-feira, 10 de outubro de 2012

É de mim.

Gosto de ter as coisas sob controlo. Não tenho medo de o perder, mas mesmo quando não tenho as coisas sob-controlo, de alguma forma tenho a confiança em mim mesma de que vou voltar a tê-las, e de que tenho sob controlo o facto de saber controlar as coisas, e que por isso as coisas estão sempre sob controlo, mesmo quando não estão.

É complicado, eu sei... Mas está tudo sob controlo. Mesmo no meio deste pequeno caos.

terça-feira, 9 de outubro de 2012

Coisas que se devem fazer todos os dias

  • elogiar alguém; sorrir a um desconhecido num local público; dizer a alguém porque o/a admiramos e o quanto gostamos dele/a, ou o quão importante esta pessoa é para nós
  • fazer pausas frequentes para respirar, ao longo do dia; entrar em contacto connosco mesmos, sobretudo na hora de tomar decisões (podem ir desde a mais importante decisão, à mais corriqueira e do quotidiano); ouvir-nos a nós próprios, primeiro, antes dos outros, o que realmente queremos e precisamos, o que realmente importa para nós naquele momento, e não para os outros
  • reforçarmo-nos a nós próprios positivamente, por realizarmos tarefas que não queremos (obrigações) ou simplesmente por se ter feito algo de útil, productivo, bom, nesse dia; dar valor por ter feito algo que se gosta, que faz bem, ou em que simplesmente se é bom (por exemplo, tomar um banho de imersão ao fim de um dia cansativo, ou permitir-nos a nós próprios outro tipo de prazeres pessoais, isso fica ao critério de cada um)
  • recordar o ou um dos momentos em que nos sentimos mais felizes e entusiasmados na vida, com os olhos fechados; tomar consciência de que esse momento está gravado nas nossas células, de alguma forma, e que sempre podemos revivê-lo, nem que seja por breves instantes; fazer isto em momentos menos bons ajuda a ultrapassá-los e torna tudo muito mais interessante
  • ter uma lista de coisas que gosta de se fazer, podem ser coisas pequenas e insignificantes, e fazer uma delas por dia
  • substituir palavras/expressões negativas ou de baixa energia por palavras/expressões positivas ou de elevada energia, no nosso diálogo interior, bem como no diálogo com os outros; dizer "chega a horas" em vez de "não chegues atrasado", ou dizer para nós mesmos, perante uma situação que encaremos como difícil, "isto é desafiante e uma oportunidade de crescimento, de evolução", em vez de "isto é muito difícil" (retirado do livro: O Poder das Palavras, Yvonne Oswald)
  • olhar no espelho e pensar "eu sou o máximo!!!".