Ecdise - segundo a wikipédia, ecdise é o nome científico dado ao fenómeno da mudança de pele em alguns animais; ainda segundo a mesma fonte, cito, "a possibilidade de mudar a pele permite-lhes também mudarem de forma, as metamorfoses que permitem que o animal se adapte a novos ambientes"; segundo outro sítio na internet, "é um processo normal e desejável, que promove a renovação dos tecidos e o crescimento".
Após
reflectir - agora estou numa fase reflectiva - cheguei à conclusão de que o facto de, ultimamente - e sem mais rodeios, assim preto no branco, mesmo que fique mal, mesmo que "não faça o meu estilo", mesmo que deva ser positiva, ora que há momentos em que me apetece mandar o pensamento positivo à fava e deixa que me sinta na merda - a razão para eu andar tão insatisfeita e tão sensível e tão inconformada com tudo ultimamente, nada se trata mais do que, apenas, uma mudança, muito grande, uma metamorfose, uma espécie de mudança de pele.
Vim agora de uma experiência de vida, que tive a oportunidade de usufruir, e que me mudou muito. Fez-me crescer muitíssimo. Em muitos os aspectos, seriam demais para listá-los aqui. Uma das mudanças, a meu
ver em termos de crescimento, foi o da forma como me vejo a mim mesma. Já não me vejo como
aquela miúda que só quer fazer o que gosta, e desde que haja comida e internet
em casa, e desde que os meus pais me dêem algum dinheiro para eu me divertir
com os meus amigos e comprar roupas novas, então sou feliz. Sim, porque dantes eu era assim, apenas preocupada com os prazeres imediatos, um pouco a atirar para o fútil e pior, não dava valor a nada. Agora
não, agora vejo-me como uma pessoa muito mais responsável e com muito mais consideração
pelas outras pessoas (nomeadamente pelos meus pais), uma pessoa que sabe ficar grata com muito mais. Já me preocupo mais do que
aquilo que constitui prazer imediato, já penso mais à frente, já tenho outra
perspectiva. E com esta mudança de perspectiva, veio a vontade de
"voar". A verdadeira razão por que
eu tenho andado triste não é tanto pelas coisas objectivas que me chateiam, as
coisas do dia-a-dia, os problemas que toda a gente tem, as coisas que chateiam e que moem, as más notícias todos os dias no jornal da noite, a mãe que diz isto ou o pai que diz aquilo, mas sim porque esta volta à minha antiga realidade está a ser um
choque e um confronto enormes comigo mesma e com o que eu era antes. É uma transição
psicológica, uma completa falta de ajustamento
entre o que eu sou e estar a viver de novo a vida que vivia antes, quando era outra
pessoa,de certa forma. E por isso é que eu quero, sinto esta vontade imensa de mudar. Ainda
não sei como, mas sei lá, sinto vontade de mudar a minha vida de alguma forma!
Sinto que o meu modo de viver não corresponde à pessoa que sou, ou à forma como
me vejo, à minha nova identidade, porque criei uma. E sinto que tenho de fazer
algo em relação a isso, sob pena de nunca me sentir completamente satisfeita
comigo mesma.
Esta é a melhor forma que encontrei para explicar que não é tanto pelas circunstâncias do quotidiano, as coisas que correm menos bem, que me sinto insatisfeita, eu sei que tudo isso são apenas estados de coisas que são
temporários, e passageiros, e mudam sempre, e que vão passar, e que vão melhorar; é uma questão
muito mais profunda do que isso, é uma questão de transição psicológica, uma
transição de identidade e diria até, alma; é uma constante insatisfação e
incomformidade que sinto em relação ao abismo gritante que vejo entre mim e o resto do mundo; e que preciso mudar, que preciso reduzir este abismo, que tenho de encontrar uma forma de me ajustar ou encontrar outra realidade que se ajuste melhor a mim. Não é algo necessariamente mau, é algo que motiva e incentiva a mudança, que me motiva a ir à procura, e a descobrir, e a viver melhor.
Eu mudei, muito, por dentro (e por fora), mas nada mudou em relação a quando eu parti; o mundo continua a girar apesar das minhas dores existenciais, e o que posso eu fazer? Mudar de pele. Mudar de vida. Mudar, mudar, mudar. Dê lá por onde der, ainda hei-de arranjar uma forma de mudar alguma coisa.
Enfim, são apenas algumas “dores do crescimento”. Fazem parte, e fazem falta para crescer.
sábado, 6 de outubro de 2012
sexta-feira, 5 de outubro de 2012
A cor dos meus pensamentos.
São laranja,
rosa, vermelho. São pretos, castanhos, bordeaux, cinzentos. Quero que os meus
pensamentos coloridos e menos coloridos, moldados pelo tempo e pela
experiência, saiam do meu corpo. Tenho medo de mim própria. Os meus pensamentos
são tão confusos que não consigo organizá-los de uma forma coerente e satisfatória.
Nunca satisfatória. Os meus pensamentos são tão abstractos, tão feitos de nada,
alguma coisa no ar apenas. Não são compostos por palavras, mas sim por imagens,
o que por vezes me inabilita de me ouvir a mim própria, ou até mesmo ter um
diálogo comigo mesma. O que escrevo, o que falo, o que faço, vem directamente
de imagens, apenas e só imagens, do que penso que falo comigo mesma. Gosto de
ouvir outras pessoas e gosto de fazer perguntas acerca de como pensar, mesmo
quando não quero que a minha forma de pensar seja especificamente aquela, ou
mesmo quando aquele pensamento já viveu e viveu na grande sala que é a minha
mente, porque consigo ouvir as outras pessoas por palavras, palavras concretas,
palavras quase palpáveis.
Estes
pensamentos, estes pensamentos que acabei de escrever acerca dos meus
pensamentos, não me abandonam, nunca irei ver-me livre deles. Acumulam-se como
camadas de pó coloridas, embaciando assim a cor viva de que são feitas as
paredes dos quartos do meu corpo e da minha mente. Eu penso sobre ser, sobre
fazer, sobre sentir, sobre agir. Eu penso sobre pensar.
Mas eu só
quero ser. Não quero mais este estado mental, nem os futuros estados mentais
que nunca consigo prever. Não quero preocupar-me, não quero trabalhar, não
quero procrastinar, não quero estudar, não quero aprender, não quero pensar,
não quero sentir, não quero viver com a intensidade com que sempre vivo. Não
quero ser feliz, nem infeliz, não quero estar alegre nem tampouco triste. Eu só
quero existir. Hoje, só hoje, eu quero meramente existir. Esta vida destituída
de qualquer significado. Esta vida cheia de pequenas coisas, aleatórias,
inimportantes, pelas quais passamos sem nunca reparar, estas coisas às quais
insisto em dar um significado inventado.
Hoje quero
apenas sentir o absurdo da vida, esperar que esteja presente esta coisa que se
ausenta tanto, esta coisa que está sempre ausente, o que torna ainda maior a
sua presença. Está presente porque é feito de ausência. É um buraco negro cheio
de nada. É um absurdo.
Sei que só
tenho de mudar a minha forma de pensar, e o facto de pensar tanto.
quinta-feira, 4 de outubro de 2012
Do tempo.
O tempo tem uma forma muito peculiar de passar. Aliás, para passar, o tempo tem de ser. Tem de existir, e teve de ser inventado. Quem um dia teve a ideia de inventar o tempo? De medir a vivência humana desse modo, dividida em anos, meses, semanas, dias, horas...?
O tempo, para mim, é uma coisa muito estranha. O tempo sempre passa da mesma forma, mas está na nossa mente a forma como passamos o tempo. Esticar minutos, ou até mesmo segundos, que queríamos viver para sempre, assim como afogar horas, dias, semanas ou meses que queremos que passem "rápido" é, creio, uma faculdade mental que pode ser treinada. É uma arte, até.
Afinal de contas, apesar do tempo ser medível, nomeável em termos de números concretos e objectivos, milisegundos, segundos, minutos, horas... o tempo é sempre uma experiência altamente subjectiva. Uma hora tem e sempre terá 60 minutos. Mas horas houve na minha vida em que me pareceu ter bastante menos, ou bastante mais.
O tempo, para mim, é uma coisa muito estranha. O tempo sempre passa da mesma forma, mas está na nossa mente a forma como passamos o tempo. Esticar minutos, ou até mesmo segundos, que queríamos viver para sempre, assim como afogar horas, dias, semanas ou meses que queremos que passem "rápido" é, creio, uma faculdade mental que pode ser treinada. É uma arte, até.
Afinal de contas, apesar do tempo ser medível, nomeável em termos de números concretos e objectivos, milisegundos, segundos, minutos, horas... o tempo é sempre uma experiência altamente subjectiva. Uma hora tem e sempre terá 60 minutos. Mas horas houve na minha vida em que me pareceu ter bastante menos, ou bastante mais.
terça-feira, 2 de outubro de 2012
Um dia do ano passado.
Páro nos
semáforos, uma pressa invade-me para atravessar a estrada
Nada me
espera do outro lado, mas nada me prende deste: é por isso que quero ir.
Depressa,
rápido, continuar, mover, para a frente, para o mais próximo futuro.
A luz
vermelha nunca mais cai para verde. Os peões estão impacientes,
Os ciclistas
estão impacientes,
Os
condutores estão impacientes.
Não posso
deixar de pensar que, ainda que seja hora de ponta
E todas as
luzes da cidade me estejam a provocar uma maravilhosa sensação de bliss,
É tão
ridícula a forma como as pessoas se apressam.
Querem tudo
para hoje, para ontem se possível,
Vendem-se a
si mesmas à rapidez de uma forma absurda.
Um momento.
Apercebo-me de repente que me enquadro nestas “pessoas”.
E é assustador.
Os 2 minutos
em que permaneci no semáforo à espera que o mesmo caísse
Pareceram-me
meia-hora.
Mais ainda: o tempo de
uma vida inteira.
Pensei para
mim mesma que tenho de começar a apreciar estes pequenos momentos:
Esperar que
o semáforo caia para verde, no centro de Amesterdão.
O que por si
mesmo, é uma experiência.
Deixar de
estar sempre à espera. Ou sempre a correr.
À espera de
algo, à espera de alguém, à espera do dia.
Este dia foi o dia em que eu me tornei consciente do quão fundamental é: parar para pensar; parar e apreciar; parar e viver. Parar nem sempre é morrer.
segunda-feira, 1 de outubro de 2012
Devaneios
Quem
sou eu? Não sei, nunca soube, sempre soube, sou feita de tudo. O meu ser é
feito de discordâncias enormes e gritantes. Sou demasiado incerta. Inúmeras
vezes dou por mim a questionar e a ser incoerente acerca das minhas próprias
crenças e opiniões. Tenho um ego irritantemente grande, procuro constantemente
por reconhecimento alheio, apesar de me amar por dentro e por fora. É o que
mais odeio em mim, a procura constante por me sentir importante, se pudesse
livrar-me de algo na minha personalidade, seria isto. Eu não quero querer saber
o que acham de mim. Nem tampouco quero que algumas opiniões alheias (não todas, obstante) seja tão
importante como por vezes é.
Sou egocêntrica, sou egoísta, e apesar de acreditar numa qualquer espécie de união entre todos os seres humanos, unidade, cooperação e ajuda, no final do dia os meus próprios interesses vêm primeiro e creio que toda a gente assim é. Sou superficial e fútil, sou materialista, adoro aparências, mas sou simultaneamente espiritual e essencial. Consigo ver a preciar felicidade pura, ecstática e intensa nas mais pequenas coisas que a vida tem para oferecer, porque tive o privilégio de a experienciar. Gosto de experimentar, gosto da ansiedade, da adrenalina, da expectativa, de fazer algo que nunca fiz.
Sou complicada, sou simples, sou indefinível. Gosto de dar nas vistas, mas não gosto de me esforçar para tal. Antes quero ficar quieta no meu canto, ser sozinha e só, e esperar que me notem. Estou sempre à espera de algo, já me esqueci de como é não estar à espera. Não gosto de não ter um horizonte em vista, não gosto que nada seja incerto, serei para sempre uma eterna insatisfeita. Redundância? Martirizo-me por saber como hei-de me sentar a olhar para o horizonte, em vez de mergulhar neste imenso mar que se apresenta perante mim, e não descansar enquanto não "lá" chegar. Sempre um "lá" pelo qual, lá está, espero e luto sempre. É um martírio pardoxo doloroso, que faz parte do software que veio comigo, dizer a mim mesma e aos outros que tenho de parar de esperar e começar a viver, quando sei perfeitamente como fazê-lo. Vivo no presente e no futuro ao mesmo tempo, mas o meu futuro é feito de pequenos e eternos presentes, os melhores são aqueles que não planeio. O passado, esse, é um plano do qual raramente me lembro, raramente me arrependo, raramente olho para trás. Esqueci muitas das escolhas que fiz e, sobretudo, por que as fiz. Sou transparente e fiel a mim mesma e com os outros, porque sei que consigo ser tudo o que quero, tenho grande capacidade de adaptação às situações (apesar de não gostar de mudanças bruscas e frequentes, sou mais adepta da estabilidade) e auto-controlo. Sei que quem manda nas minhas emoções, motivações, ações, sou eu – ou o meu ego gigante, ou alguém que se faz passar por mim, alguém que por vezes não conheço.
Preciso ser intelectualmente estimulada. Conversas de café e palavras vazias vindas de pessoas que passam os serões à frente da televisão e nunca leram um livro do fim até ao fim, matam-me por dentro. Preciso pessoas à minha volta que me estimulem, que me ensinem, que me inspirem, que me contem episódios de vida aos quais eu diga "wow". Não é por ser má, ou injusta, ou que tenha uma mente fechada e não dê oportunidade a certas pessoas; é mais que certas pessoas estragam toda e qualquer boa expectativa e até esperança de que possa haver lugar a uma conversa minimamente interessante, quando abrem a boca. Aprendi a ter mais cuidado com o ar que me circunda, limpar o que não interessa, filtrar o melhor, e por isso talvez me possam chamar de exigente ou de conflituosa, ou de pouco dedicada ou até mesmo "desligada", quando tudo não passa de uma tentativa de me defender do que é maligno, mas sobretudo aquilo que não me interessa ou não acrescenta nada de bom à minha vida. Sou maleável, sou um rio, mas também uma estrada recta feita de alcatrão fresco. Sou indefinível e adoro redefinir-me de dia para dia. Raramente me lembro de como me defini ontem e no que concerne ao amanhã, esse, deixo sempre por definir.
Sou, assim, livre. Livre de mim. Livre de ter de corresponder a qualquer expectativa que faça de mim mesma, porque de mim mesma espero tudo. Livre de qualquer julgamento ou obrigação moral para comigo mesma. Sou livre de mim própria porque aceitei as consequências da minha liberdade. Não gosto de ter correntes atadas às mãos, e muito menos ao pensamento. O que mais há de livre em mim, é o pensamento. Sou liberdade.
Sou egocêntrica, sou egoísta, e apesar de acreditar numa qualquer espécie de união entre todos os seres humanos, unidade, cooperação e ajuda, no final do dia os meus próprios interesses vêm primeiro e creio que toda a gente assim é. Sou superficial e fútil, sou materialista, adoro aparências, mas sou simultaneamente espiritual e essencial. Consigo ver a preciar felicidade pura, ecstática e intensa nas mais pequenas coisas que a vida tem para oferecer, porque tive o privilégio de a experienciar. Gosto de experimentar, gosto da ansiedade, da adrenalina, da expectativa, de fazer algo que nunca fiz.
Sou complicada, sou simples, sou indefinível. Gosto de dar nas vistas, mas não gosto de me esforçar para tal. Antes quero ficar quieta no meu canto, ser sozinha e só, e esperar que me notem. Estou sempre à espera de algo, já me esqueci de como é não estar à espera. Não gosto de não ter um horizonte em vista, não gosto que nada seja incerto, serei para sempre uma eterna insatisfeita. Redundância? Martirizo-me por saber como hei-de me sentar a olhar para o horizonte, em vez de mergulhar neste imenso mar que se apresenta perante mim, e não descansar enquanto não "lá" chegar. Sempre um "lá" pelo qual, lá está, espero e luto sempre. É um martírio pardoxo doloroso, que faz parte do software que veio comigo, dizer a mim mesma e aos outros que tenho de parar de esperar e começar a viver, quando sei perfeitamente como fazê-lo. Vivo no presente e no futuro ao mesmo tempo, mas o meu futuro é feito de pequenos e eternos presentes, os melhores são aqueles que não planeio. O passado, esse, é um plano do qual raramente me lembro, raramente me arrependo, raramente olho para trás. Esqueci muitas das escolhas que fiz e, sobretudo, por que as fiz. Sou transparente e fiel a mim mesma e com os outros, porque sei que consigo ser tudo o que quero, tenho grande capacidade de adaptação às situações (apesar de não gostar de mudanças bruscas e frequentes, sou mais adepta da estabilidade) e auto-controlo. Sei que quem manda nas minhas emoções, motivações, ações, sou eu – ou o meu ego gigante, ou alguém que se faz passar por mim, alguém que por vezes não conheço.
Preciso ser intelectualmente estimulada. Conversas de café e palavras vazias vindas de pessoas que passam os serões à frente da televisão e nunca leram um livro do fim até ao fim, matam-me por dentro. Preciso pessoas à minha volta que me estimulem, que me ensinem, que me inspirem, que me contem episódios de vida aos quais eu diga "wow". Não é por ser má, ou injusta, ou que tenha uma mente fechada e não dê oportunidade a certas pessoas; é mais que certas pessoas estragam toda e qualquer boa expectativa e até esperança de que possa haver lugar a uma conversa minimamente interessante, quando abrem a boca. Aprendi a ter mais cuidado com o ar que me circunda, limpar o que não interessa, filtrar o melhor, e por isso talvez me possam chamar de exigente ou de conflituosa, ou de pouco dedicada ou até mesmo "desligada", quando tudo não passa de uma tentativa de me defender do que é maligno, mas sobretudo aquilo que não me interessa ou não acrescenta nada de bom à minha vida. Sou maleável, sou um rio, mas também uma estrada recta feita de alcatrão fresco. Sou indefinível e adoro redefinir-me de dia para dia. Raramente me lembro de como me defini ontem e no que concerne ao amanhã, esse, deixo sempre por definir.
Sou, assim, livre. Livre de mim. Livre de ter de corresponder a qualquer expectativa que faça de mim mesma, porque de mim mesma espero tudo. Livre de qualquer julgamento ou obrigação moral para comigo mesma. Sou livre de mim própria porque aceitei as consequências da minha liberdade. Não gosto de ter correntes atadas às mãos, e muito menos ao pensamento. O que mais há de livre em mim, é o pensamento. Sou liberdade.
Seja
como for. É sempre um tudo seja como for. Nunca é certo, nunca é errado, nunca
é nada nomeável nem passível de se lhe pôr uma etiqueta. É sempre e sempre
poderá ser tudo um como quer que seja, um fluído seja como for.
domingo, 30 de setembro de 2012
Voltar.
Voltar. Voltar em muitos mais sentidos do que aquele de simplesmente voltar. Voltar, muitas vezes, sem vontade nenhuma. Voltar tanto para o que sempre foi bom e maravilhoso, como para tudo o que era e continua a ser de menos bom, coisas das quais fiz uma pausa, sem pensar na volta. Nesta volta.
Voltar as costas, voltar uma página.Voltar ao antigo, ao que era, ao que já foi, e tentar que seja algo diferente do que era antes, de presente e de futuro. Voltar a focar-me. Voltar a encontrar o ponto de equilíbrio que tantas vezes me dá a sensação que perdi. Voltar e tentar encontrar o meu lugar no mundo, a minha posição nesta vida, e para onde quero ir, depois de ter partido e voltado, e realizado que nunca realmente soube qual esse lugar no mundo a que pertenço.
Voltar a pensar (demais). Voltar a sentir que já não tenho mais escape ou fuga da minha própria mente, que funciona constantemente e nunca me deixa ter um momento ou outro de paz ou mesmo clareza. Voltar a escrever, porque quando tudo dentro de mim é caos, a sensação de controlo torna-se um pré-requisito para manter a sanidade mental.
Enfim, voltar. Voltar, retornar, continuar, recomeçar. Eu, estou de volta, agora por inteiro, feliz ou infelizmente, dependendo das ocasiões...
Mas estou de volta. Assim. Por aqui.
Voltar as costas, voltar uma página.Voltar ao antigo, ao que era, ao que já foi, e tentar que seja algo diferente do que era antes, de presente e de futuro. Voltar a focar-me. Voltar a encontrar o ponto de equilíbrio que tantas vezes me dá a sensação que perdi. Voltar e tentar encontrar o meu lugar no mundo, a minha posição nesta vida, e para onde quero ir, depois de ter partido e voltado, e realizado que nunca realmente soube qual esse lugar no mundo a que pertenço.
Voltar a pensar (demais). Voltar a sentir que já não tenho mais escape ou fuga da minha própria mente, que funciona constantemente e nunca me deixa ter um momento ou outro de paz ou mesmo clareza. Voltar a escrever, porque quando tudo dentro de mim é caos, a sensação de controlo torna-se um pré-requisito para manter a sanidade mental.
Enfim, voltar. Voltar, retornar, continuar, recomeçar. Eu, estou de volta, agora por inteiro, feliz ou infelizmente, dependendo das ocasiões...
Mas estou de volta. Assim. Por aqui.
domingo, 17 de julho de 2011
...
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vídeo
sábado, 18 de junho de 2011
:)
Well I wish there was someone
Well I wish there was someone to love me
When I used to be someone
and I knew there was someone that loved me
as I sit here frozen alone
even ghosts get tired and go home
as they crawl back under the stones
And I wish there was something
please tell me there's something better
and I wish there was something more than this
Saturated loneliness
and I wish I could feel it
and I wish I could steal it
abduct it, corrupt it
but I never can, it's just
Saturated loneliness
Does the silence get lonely
Does the silence get lonely
Who knows?
I've been hearing it tell me
I've been hearing it tell me, "go home"
'cause the freaks are playing tonight
they packed up and turned out the lights
And I wish there was something
please tell me theres something better
and I wish there was something more than this
Saturated loneliness
and I wish I could feel it
and I wish I could steal it
abduct it, corrupt it
but I never can, it's just
saturated loneliness
and the bathwaters cold
and this life's getting old
and I wish I could feel it
and I wish I could feel it
and I wish I could steal it
abduct it, corrupt it
and I wish I could feel it
and I wish I could steal it
and I wish I could feel it
abduct it, corrupt it
but I never can,
I never can
never can
never can
never can
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